Monitor5_728x90

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A Comunicação no governo Temer, por Jasson de Oliveira Andrade


Chacrinha tinha uma frase que serve para todos os governos: “Quem não se comunica, se trumbica”. É o que acontece com o governo Temer.

O Estadão (16/9), no editorial sob o título “Quem desinforma é o governo”, comenta a falta de comunicação. O jornal constata: “Se o presidente Michel Temer quer mesmo combater a desinformação, neutralizar boatos e preservar o governo de suspeitas e acusações sem fundamento, deve começar melhorando a comunicação do Executivo. Nenhum rumor sobre a redução de gastos em saúde e educação ou sobre conspiração contra os direitos do trabalhador surgiu do nada ou foi meramente inventado por detratores. Todos os mal-entendidos surgiram de confusões criadas pela equipe governamental (sic). Ministros falam na hora errada, contam histórias perigosamente incompletas, tratam de assuntos fora de sua área e agem, perante a imprensa, como se a sua primeira e maior preocupação fosse aparecer e ocupar espaço e tempo nos meios informativos. Em resumo, o governo se comunica de forma desorganizada e amadora e irresponsável (sic), mas o presidente parece desconhecer esse fato”. Após apontar os “foras” de ministros do governo Temer, o jornal diz: “Confusões semelhantes ocorreram a partir de comentários ineptos e mal planejados sobre a mudanças no regime de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Gente do governo foi igualmente infeliz ao tratar publicamente da reforma da Previdência’. O Estadão falou sobre a nova comunicação do governo: “A nova estratégia seria muito mais eficiente se incluísse uma redução do falatório ocioso, maior cuidado na transmissão de informações, menos ligeireza na divulgação de balões de ensaio. O governo e o País ganhariam se os ministros se empenhassem menos em aparecer (sic) e fossem mais contidos ao falar em nome do Executivo. Mas, além de tudo, é um tanto exagerado falar em nova estratégia de comunicação quando o governo ainda carece, como se vê no dia a dia, de uma política de informação conduzida profissionalmente”.

Deu na Folha (18/9): “Em entrevista à revista VEJA, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) criticou a estratégia de comunicação do governo. (...) Ele [governo Temer] ESTÁ SE COMUNICANDO MUITO MAL, DE FORMA ANTIQUADA, MOFADA, INEFICAZ” (destaque meu), afirmou Maia, eleito presidente da Câmara em julho com o apoio do Palácio do Planalto”. Maia voltou ao assunto. Segundo o Estadão (22/9): “O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que ocupa a presidência da República (sic) enquanto Michel Temer está em viagem a Nova York, “deu um pito público” no ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, por ter se manifestado de forma indevida “por duas vezes” sobre a reforma trabalhista. (...) “Hoje (21/9) o ministro do Trabalho disse que a reforma trabalhista vai ficar para o segundo semestre de 2017. Não deveria ter tratado da reforma trabalhista, porque foram duas notícias ruins: a forma como ele comunicou (sic) antes e o anúncio hoje de que deixou tudo para o segundo semestre do ano que vem. Às vezes, É MELHOR FALAR POUCO E PRODUZIR MAIS (destaque meu)”. O Estadão (22/9) também noticia: “Temer critica defesa de Geddel de anistia a caixa 2”. Na reportagem o jornal revela: “O presidente Michel Temer desautorizou ontem (21/9), em Nova York, o chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que disse que o Congresso deve fazer “sem medo” a discussão sobre a anistia a políticos que tenham praticado caixa 2. A afirmação do ministro foi considerada “surpreendente” por Temer e EXPLICOU MAIS UMA VEZ A DIFICULDADE DO GOVERNO DE AFINAR SUA COMUNICAÇÃO (destaque meu)”. Sem comentário...

O governo deveria se atentar para a frase, sábia, de Chacrinha. Sua comunicação é criticada por um jornal que apoia Temer e também pelo presidente da Câmara, eleito pelo Palácio do Planalto. Dois aliados. O Estadão está certo: “Quem desinforma é o governo”! Quando, na verdade, deveria informar...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

..

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Itamar Franco e Michel Temer, por Jasson de Oliveira Andrade


Tivemos dois impeachments no Brasil. Um, em 30 de dezembro de 1992, quando Fernando Collor foi cassado no Senado por 73 votos a 3. Antes, ele fez um apelo patético: NÃO ME DEIXEM SÓ. Collor ficou só! Outro em 31 de agosto de 2016, quando a Dilma foi cassada por 61 votos contra 20. Só que desta vez a Ex presidenta não ficou só. A maioria ficou contra ela, mas ela teve muita gente a seu favor. Tanto assim que dizem: Temer 61 votos e Dilma mais de 54 milhões de votos.

Em 1992, Collor foi substituído por Itamar Franco, seu vice. Ele foi bem recebido. Não houve ninguém contra a sua posse e também nunca foi chamado de GOLPISTA ou TRAIDOR. Já Michel Temer não teve a mesma sorte. Ele é considerado golpista e traidor. Em todo lugar onde aparece é recebido com protesto. O mesmo ocorre com os senadores que aprovaram o impeachment. O novo velho presidente diz que esses protestos, inclusive nas ruas, são de um número pequeno de participantes. Mas existem, diferentemente do que aconteceu em 1992, quando Itamar foi aclamado.

A situação econômica no tempo de Collor era muito difícil, agravada com o confisco da Poupança. Itamar tomou medida econômica que foi bem recebida: a criação do real. Quem se beneficiou foi Fernando Henrique, que se elegeu presidente da República e se reelegeu. Na época, ele era Ministro da Fazenda de Itamar. Agora Temer, ao contrário de Itamar, vai tomar medidas amargas, ou, como ele mesmo diz, impopulares. Não teremos um Plano Real. O ajuste fiscal que pretende não deu certo com o ministro da Fazenda, Levy, que tornou o governo Dilma impopular. Dará certo com o Meirelles? Acho muito difícil, mas tomara que sim!

Se o impeachment de Collor foi uma unanimidade, o de Dilma se tornou polêmico. Se um foi recebido com aplausos, o de 2016 foi considerado um “golpe”. Golpe tramado por Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e Michel Temer, vice de Dilma. Graças a essa traição conseguiu-se o número necessário para a deposição da presidenta. Hoje, como reconheceu o escritor e jornalista Ricardo Soares, em artigo publicado neste jornal em 3/9, sob o título “A antidemocrática dor de dente pós golpe (sic)”, “os vencedores já começam quase a proibir a palavra GOLPE”. Outras observações do jornalista merecem ser recordadas: “Tiramos o país das mãos de uma mulher de governo titubeante, cheio de erros (sic), mas não há de se negar sua fibra na defesa daquilo no qual acreditava. Tiramos o país das mãos de uma mulher sem bússola e o jogamos na mão de ratos (sic). É um destino que nem Dilma e nenhum de nós merecia. (...) Mas o dia 31 de agosto (outro 31, como o de março do golpe de 64) vai sim ficar marcado como um dia de infâmia, um dia que pessoalmente me deixou anestesiado pela estupefação e literalmente pela extração de um dente que me doeu menos que a perda da democracia levada de roldão por uma súcia de delinquentes que apontou as falhas alheias com os dedos imundos (sic)”. É o roto falando do rasgado!

Outra diferença. Não houve movimento contra Itamar. Já contra Temer, existe. Em São Paulo, na Avenida Paulista, o movimento FORA TEMER reuniu 100 mil pessoas. Bernardo Mello Franco, em artigo na Folha, comenta: “Nesta quarta (7/9), Temer foi alvo de vaias e gritos de “Fora” no desfile militar em Brasília. Protegidos por um forte esquema de segurança (sic), seus ministros voltaram a zombar dos manifestantes. “Que protesto? Quinze pessoas?”, perguntou Geddel Vieira Lima. “Não havia mais de 18”, provocou Eliseu Padilha. À noite, o presidente ouviria outra vaia no Maracanã. E não foi míni (sic)”. O Estadão, na página “Esportes”, revelou: “Ao declarar abertos os Jogos Paralímpicos, o presidente Michel Temer (PMDB) foi bastante (sic) vaiado”. Em resumo: Itamar saiu do governo maior do que entrou!

Torcemos para que o Temer tenha o mesmo sucesso que teve o Itamar. O Brasil merece!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


..

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Impeachment de Dilma na reta final, por Jasson de Oliveira Andrade



O impeachment da Dilma está na reta final. No dia 25 deste mês, iniciou-se o começo do fim do governo dela. Tudo indica que em setembro, Temer de interino se tornará efetivo: a traição se concretizará!

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), em texto publicado na Folha (20/8), analisou o impeachment: “O discurso de que houve crime de responsabilidade em atos de gestão foi o disfarce (sic) encontrado para uma articulação política da pior espécie, que se aproveitou da queda de popularidade da presidente para tentar derrubá-la. Um grande jogo de interesse pequenos (sic). Essa manobra foi desmascarada quando, um a um, os falsos (sic) argumentos dos defensores do afastamento foram sendo destruídos. Em 27 de junho, a perícia elaborada por técnicos do Senado não identificou ação da presidente na decisão de atrasar os pagamentos a bancos públicos do Plano Safra. OU SEJA, NÃO HOUVE PEDALADA. (...) Menos de um mês depois, o Ministério Público Federal em Brasília pediu à Justiça Federal o arquivamento da investigação aberta para apurar se houve crime de responsabilidade em operações financeiras do governo. O procurador Ivan Cláudio Marx concluiu que não houve operação de crédito sem autorização legislativa. MAIS UMA VEZ: NÃO HOUVE PEDALADA. (...) Restou aos arquitetos do afastamento a via política (sic). Todo impeachment é um ato político que não pode prescindir de uma causa jurídica. (...) Não podemos ser ingênuos. Não havendo provas do crime do qual acusam a presidente, ELA NÃO PODE SER AFASTADA DE UM CARGO NO QUAL FOI POSTA PELA MAIORIA DOS BRASILEIROS. A política não deve servir a isso”. 

Se não houve crime; se não houve pedaladas, o que houve, então? A resposta, que muitos não gostam e NEGAM, é uma só: GOLPE PARLAMENTAR!

A medida extrema contra a presidenta repercutiu fora da política. Bibi Ferreira, 94 anos, filha de Procópio Ferreira, um dos maiores, senão o maior ator brasileiro, em entrevista à Mônica Bergamo (Folha, 21/8), disse: “Todo mundo quer estar no poder. E tem essa coisa aflitiva de a dona Dilma [Rousseff] ser tratada desse jeito, com uma falta de delicadeza. É uma coisa que declaro em público: achei grosseiro o tratamento dado à presidente”, afirma sobre o processo de impeachment (ao qual é “absolutamente contrária”). Já Afonsinho, ex-jogador de futebol, um dos maiores do Brasil, juntamente com o Sócrates, comentou, em artigo à CartaCapital: “Não se deve deixar de prestar atenção às manobras políticas atropelando-se em Brasília, tendo à frente, em “exercício”, um interino querendo ser veloz em solapar conquistas dos trabalhadores conseguidas com imensos esforços. Fora Temer!”. 

Em setembro, o presidente interino se tornará efetivo. No entanto, uma pecha o perseguirá para sempre: TRAÍRA!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

TRÍPLEX: Teus amigos de Internet, colegas de trabalhos canalhas, conhecidos coxinhas e parentes corruptos são muito mais espertos que todo o aparato que está´esquadrinhando a vida do Lula



OS XÉRLOQUES DA VIDA

É depois de meses e meses de investigações, conduções criminosas , milhares de manchetes marginalescas a polícia federal , a justiça, a liga da justiça, o FBI e a puta que o pariu não acharam nada que incriminasse o Lula.

Claro que toda essa gente junta tentando destruir o Lula e com todo o aparato midiático, logístico e financeiro ilimitado não são nem fichinha perto daquele teu parente corrupto, aquele teu colega de trabalho canalha ou teus amigos da internet que sabem toda a verdade.

Essas pessoas ultra bem informadas, portadores de segredos de estado e que conhecem de confidentes do Lula a tomadores de conta de seus cachorros pessoalmente sabem de toda a verdade , mas incrivelmente apesar de odiarem o Lula só contam tudo que sabem com provas para nós, ninguém pensa em procurar por exemplo uma delegacia

RUBEM GONZALES, no Facebook

.

.

Brasil 2032 e o Califado de VenezuAla


Planeta: Terra

Ano: 2032

Cidade: São Paulo

O país é governado pela presidente Marcela Temer, que deu um golpe de Estado após a morte de seu marido em um acidente suspeito. Marcela governa, mas quem manda é o primeiro-ministro José Serra. Serra já passou dos 100 anos, mas vive graças a um programa da CIA, desenvolvido a partir de tecnologia alienígena. Ao contrário do que alegavam os adeptos e pesquisadores da ufologia, a única coisa que os Estados Unidos conseguiram ao capturar a nave extraterrestre acidentada em Roswell, no fim dos anos 1940, foi essa tecnologia de manutenção artificial da vida. Nada de armamentos sofisticados, engenharia de transporte supersônica ou viagens no tempo.

Assim, em vez de usar tecnologia alien para devastar o planeta, a cabala internacional do poder usa essa tecnologia para manter-se no topo das decisões que regem a vida no planeta Terra. E vão devastando o planeta à moda terráquea mesmo. Nada como as tradições.

O primeiro-ministro Serra manda na presidente Marcela Temer, mas quem manda de fato no Brazil são os Estados Unidos. Lá, quem ocupa a Casa Branca é a presidenta Hillary Clinton, também beneficiária da tecnologia alienígena de manutenção artificial da vida. De tempos em tempos, nosso primeiro-ministro se desloca até Washington para receber as diretrizes e ordens que o governo fantoche deverá implantar no Brazil.

Aqui na terrinha tivemos a volta do voto censitário. Alguns partidos desapareceram ou foram banidos, como é o caso do Partido dos Trabalhadores. Seus dirigentes foram presos ou desterrados. Os únicos partidos de esquerda ou centro-esquerda que continuam com permissão de existir são os nanicos ou folclóricos, aqueles que não têm chance de vitórias eleitorais.

Estamos em ano de Olimpiadas. Com o apoio dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e outros países desenvolvidos, o Brazil conseguiu novamente sediar o evento esportivo, que deverá ocorrer na Zona Oeste de São Paulo, em estádios como o Morumbi e o antigo Palestra Itália, além de clubes como o Paulistano e outros de elite, sem contar o Ginásio do Ibirapuera. Estadios e agremiações localizadas fora da Zona Oeste, a mais rica da cidade, como o Itaquerão, foram banidos por razões mercadológicas, já que não pega bem para a imagem do país. Queremos mostrar só o melhor. Só o filé. As delegações se hospedarão em bairros como Higienópolis, Jardim Paulistano, Brooklin.

Novamente a Rússia foi banida pelo COI, acusada pelo suposto uso massivo de substâncias proibidas, o famoso doping. Talvez os russos não estejam tão preocupados com isso, já que participam de guerras e batalhas em vários países do Oriente Médio ( a pedido dos governos destes países ) e em suas próprias fronteiras, além de combater a ameaça terrorista em seu território. A presidente Hillary teve a idéia de fazer a Russia atuar em várias frentes ao ler a saga "A queda do morcego". Imaginou que essa estratégia poderia dar certo também com os russos.

Nosso país adotou o "z" no lugar do "s" a partir de um plebiscito, que obedeceu as mesmas regras do voto censitário.

Anos atrás, por uma polêmica decisão da justiça do Brasil, todos os documentos e processos referentes a qualquer politico, membro, militante ou filiado ao PSDB foram centralizados e depositados em um armazém no interior de São Paulo. Pouco tempo depois, esse armazém sofreu um incêndio acidental e todos estes documentos, além de laudos, indícios, depoimentos, gravações transcritas, todo o tipo de prova simplesmente deixaram de existir.

Um dos patrocinadores das Olimpiadas no Brazil é o consórcio empresarial que controla as cadeias e presídios do país, um grupo ligado a segmentos evangélicos. Como se sabe, as cadeias foram privatizadas por decisão da presidente Marcela Temer, por sugestão do primeiro-ministro Serra. Importantes grupos estrangeiros de investimentos possuem participações acionária nestes empreendimentos. Também importantes membros do poder judiciário brasileiro mantém vínculos comerciais com estes grupos, e existe até um lobby para tentar fazer com que juízes e promotores recebam uma participação nos lucros, calculado pela quantidade de pessoas que eles conseguirem encarcerar.

Outro patrocinador do evento esportivo também é um grupo ligado aos evangélicos. Esse grupo é proprietário da marca de refrigerantes Cristo Rei, cuja distribuição pelo país fica a cargo da Coca Cola. O refrigerante, que é cem por cento feito de milho transgênico, graças a uma lei, patrocina programas televisivos, como o Show do Datena Neto, um programa que trata de decoração de interiores, variedades, dicas, entretenimento, receitas, fofocas e a vida de celebridades. Todos os dias, após a obrigatória "Oração do Nosso Senhor Jesus" ( segunda a sexta, às 18:00hs ), Datena Neto agradece ao patrocinador e abre uma latinha do refrigerante, dando aquela golada sedenta, seguida por um arroto tonitruante, que leva a plateia às lágrimas de tanto gargalhar.

A TV oficial das Olimpiadas no Brazil é a G-Lord, do grupo de mesmo nome, que nasceu a partir da união entre Globo e Record.

Uma das delegações mais aguardadas é a da VenezuAla. É um país novo, primeiramente reconhecido pelos Estados Unidos, em seguida, pelo governo do Brazil e, em terceiro, pelo goveno nazista da Ucrânia.

Esse novo país é formado pelos territórios mais ricos em petróleo da antiga Venezuela. O governo norte-americano trouxe para a América Latina imensos contingentes de grupos jihadistas islâmicos ligados à Arabia Saudita e ao Catar, os mesmo grupos que tentaram derrubar o governo da Síria, anos atrás, sem sucesso.

Com o estabelecimento de alianças entre países daquela região, com Russia e China, os Estados Unidos tiveram que repensar suas estratégias geopolíticas e decidiram que seria uma boa idéia usar estes jihadistas em seu próprio quintal.

Assim, escalou a CIA para fazer as transferências financeiras e os contrabandos de armas e drogas que financiariam estas operações. Os jihadistas entraram na Venezuela e Bolivia pelo Brazil, onde havia campos de treinamentos, ( também bancados pela CIA ), enquanto as armas vieram por Argentina, Colômbia e Paraguai. Muitos instrutores ucranianos participaram dos treinamentos dos combatentes.

Logo, eclodiu uma guerra civil e as regiões petroliferas mais ricas caíram em mãos dos islâmicos, que fundaram ali um califado em que impera uma leitura brutal da Sharia. Deram a esse califado o nome de "VenezuAla". O mesmo ocorreria, tempos depois, na Bolívia. Que, além de petróleo e gás, possuía as maiores jazidas de lítio do mundo.

Quando tiveram inicio as primeiras rebeliões no país vizinho, a imprensa brazileira divulgou a versão de que se tratava de uma revolução popular legítima e espontânea. Os insurrectos foram saudados pelos partidos de esquerda remanescentes do Brazil, e celebrados pelas lideranças destes partidos, que sonhavam com um novo 1917. Ou um novo 2013.

Milhares de venezuelanos, mais particularmente os descendentes dos antigos nativos, foram impiedosamente massacrados ou vendidos como escravos e prostitutas para a elite branca venezuelana. O governo do país pediu desesperadamente ajuda aos parceiros do Mercosul, mas seus apelos foram bloqueados pelo Brazil. Rússia, China e Irã protestaram, e ajudaram na medida do possível. Mas não foi suficiente. A experiência chavista virou pó. Todos os quadros, livros, publicações, monumentos, toda e qualquer lembrança ao antigo presidente e também a Simon Bolivar foram destruídos pelos jihadistas. Crianças foram degoladas. Rapidamente, a vida na ex-Venezuela retrocederia aos níveis do final dos anos 1990.  

O governo Marcela Temer/ Serra emitiu notas em que reconhecia a "vontade sobrerana do povo venezuelano" e repreendia as "experiências totalitárias e radicais em nosso continente". O Brazil foi o primeiro país onde se abriu uma embaixada do Califado de VenezuAla.

Nas prisões evangélicas pratica-se o tráfico de cerveja de verdade, já que uma lei havia definido que a bebida teria que ser cem por cento feita de milho transgênico. Os agentes carcerários e policiais recebiam propinas e faziam vistas grossas para esse comércio clandestino. Os proprietários das cadeias ficavam com uma parte dos lucros desse comércio e, assim, havia um afrouxamento da vigilância.

Como a tecnologia alien da CIA que o mantém artificilalmente vivo depende enormemente do lítio que se consegue, o primeiro-ministro Serra tem interesse especial nos acontecimentos que virão ocorrer em breve na Bolívia. A presidenta americana Hillary Clinton já o tranquilizou quanto a isto.

FIM.

Reinaldo Azevedo, guru da direita delirante, é o retrato da indigência moral dos golpistas e dos paneleiros


O rottweiler virou poodle


Nem sequer Michel Temer foi efetivado como presidente da República, mas sua interinidade já foi o suficiente para ocasionar curiosas metamorfoses no comportamento de muita gente, até mesmo no reino animal.

Reinaldo Azevedo, guru da direita delirante, tornou-se conhecido por ataques raivosos, cheios de ranço e impropérios, contra o governo petista. Isso lhe rendeu o apelido de "rottweiler". Pouco rigoroso, é verdade, já que dos rottweilers Reinaldo possui apenas a raiva, deixando de lado a força e coragem.

Agora, três meses passados do afastamento de Dilma Rousseff, nem a raiva ficou. É difícil encontrar em seus textos uma só crítica ao governo do interino. A agressividade de outrora deu lugar à bajulação. Temer domesticou o "rottweiller".

Logo no primeiro dia, Reinaldo derreteu-se ante o fraquíssimo discurso inicial do vice, qualificando-o de "impecável na forma e no conteúdo" e dizendo sentir-se, depois de muito tempo, perante uma autoridade que inspirava respeito por encarnar os "bons valores da institucionalidade". Comovente. Chegou a encantar-se até mesmo com as mesóclises.

A vergonha alheia seguiu seu rumo. Veio o primeiro escândalo do governo interino Michel Temer, com as gravações de Sérgio Machado. Nelas, o então ministro Romero Jucá relaciona sem rodeios o impeachment a um pacto para barrar a Lava Jato. O mesmo Machado, pouco depois, confessou em delação ter repassado R$ 10 milhões em caixa dois para o PMDB a pedido do próprio Michel Temer.

Foi aí que o "rottweiller" perdeu de uma só vez os dentes e a vergonha. Contemporizou. Ele disse que não havia nada de relevante na fala de Jucá. Tentando manter algum resquício de dignidade, defendeu que Temer o demitisse por razões "políticas", não "legais".

Já em relação aos R$ 10 milhões foi além, alegando que não há nenhuma referência à origem ilícita do dinheiro e que "não há como acusar o presidente de coisa nenhuma". Claro, Madre Temer de Calcutá se encontrou com um diretor de estatal e conhecido operador de propinas, num galpão de aeroporto, para tratar de doações legais e outros assuntos republicanos. Triste de se ver.

Mas a conversão de Reinaldo Azevedo é retrato de uma hipocrisia maior. A cobertura de boa parte da imprensa tornou-se subitamente mais "compreensiva", restituindo na opinião pública o que Celso Rocha de Barros, colunista da Folha, definiu como o benefício da dúvida em favor de Michel Temer.

As panelas também reencontraram seu lugar no armário. Silenciosas nos sucessivos escândalos que derrubaram três ministros. Silenciosas também nas manobras gritantes de Eduardo Cunha para evitar a cassação e a prisão, até aqui vitoriosas. Elas não são mais necessárias. Nem os paneleiros. Nem as marchas cívicas na avenida Paulista. Não por acaso seus verdadeiros artífices abandonaram-nas à própria sorte, resultando no fiasco do último dia 31, a despeito de alguns garotos que acreditaram estar fazendo história.

Reinaldo Azevedo é retrato desta indigência moral. Mas também pode, ironicamente, tornar-se sua vítima. Se confirmado o afastamento de Dilma, seu ofício perde o sentido. Seu nicho de mercado diminuirá na mesma proporção que sua função social. Tende a tornar-se tão descartável quanto Cunha, os meninos do MBL (Movimento Brasil Livre) e as panelas.

Como sinal dos tempos, o semanário que o emprega já botou na rua dois da mesma turma, Rodrigo Constantino e Marco Antônio Villa. No desespero, é de se esperar que Reinaldo procure novos alvos e carregue no tom de baixaria sensacionalista, mas apenas para esconder a bajulação servil. O "rottweiler" virou poodle.


.

Nomear Lula para Ministério não é "obstrução da justiça". Proteger o PSDB - como fazem há décadas - é que é.



Entre os muitos absurdos dos dias que correm, um dos maiores - encampado pelo "sério" ministro do STF Teori Zavascki - é a ideia de que a nomeação de Lula para a Casa Civil representaria uma tentativa de "obstrução da justiça". Tese fundada na interpretação de uma escuta telefônica reconhecidamente ilegal. E que ignora o fato óbvio de que a nomeação de Lula era a nomeação de um articulador político, por um governo que precisava desesperadamente de um articulador político, para um cargo de articulação política.

Não acho nada errado que Lula e Dilma tenham levado em conta a necessidade de livrar o ex-presidente do cerco intolerável que ele sofria por justiceiros de primeira instância. Se não havia desvio de função, como de fato não havia, como estabelecer a "obstrução de justiça"?

Naquele momento, o que houve foi uma manobra, bem sucedida, de obstrução da reação política do governo. Agora, o que se deseja é deslegitimar a resistência presente e futura ao golpe.

Enquanto isso, o judiciário, o ministério público e a mídia trabalham unidos para empurrar para debaixo do tapete todas as denúncias e bloquear as investigações contra o alto corruptucanato, blindando Serra, Aécio, Alckmin, FHC e outros. Isso, sim, é obstrução de justiça.

Luis Felipe Miguel, no Facebook

.

.
.

Em sua sanha criminosa contra Lula e Dilma, já conhecida pela ONU, Moro decide até o significado das palavras

Dilma e Lula não tentaram obstruir Lava Jato


O juiz Sergio Moro proclamou sua competência –no sentido de poder, direito– para julgar Lula e outros por obstrução à Justiça, em especial à sua Lava Jato, na pretendida e frustrada nomeação do ex-presidente para o ministério de Dilma. Ninguém duvida, Deus nos livre, da competência reconhecida ao jovem juiz para mandar prender, engaiolar pelo tempo que quiser, acusar do que queira, julgar, condenar, dar liberdade a criminosos delatores, seja quem for o seu alvo. Competência a que o Supremo Tribunal Federal se curva mais uma vez, autorizando o inquérito contra Lula e Dilma.

Já que seria fútil lembrar outros respeitos devidos, talvez se possa ao menos mencionar um respeito modesto e, ainda por cima, desvalorizado. É o respeito à palavra, a essa pecinha generosa da linguagem em que nos desentendemos.

Dilma e Lula não fizeram e não tentaram fazer obstrução à Justiça, nem sequer à Lava Jato. Obstruir, aplicada ao caso, seria obstar impedimentos, totais ou parciais, efêmeros ou definitivos, à efetivação de procedimentos judiciais. Mas ministros não desfrutam de imunidade. Por lei, bem entendido, que não faltam outros caminhos –estes, fora do alcance de Lula, Dilma e qualquer petista.

Se nomeado ministro, inquéritos e possíveis julgamentos de Lula não seriam evitados nem sustados em seu decorrer. Apenas subiriam de instância no Judiciário, passando a tramitar no Supremo Tribunal Federal. Não mais na mesa, nas gavetas e nas celas do juiz Sergio Moro em sua primeira instância.

Para cima ou, como no mensalão do PSDB mineiro, para baixo, a mudança de instância é um direito das defesas, muito comum. E procedimento previsto nas normas dos processos em geral. Atribuir obstrução a Dilma e Lula por ato que mudaria a instância de eventual processo é, para dizer o mínimo, alegação sem fundamento. Inverídica.

A menos que as palavras e seu sentido também já estejam na competência do juiz Sergio Moro.


.

Temer é o que o Brasil merece


Fica, Temer!

Desisto do "Fora Temer"! Quero mais é que fique até 2018 e implante todas as medidas impopulares prometidas à FIESP, à mídia e ao PSDB.

Aposentadoria aos 65, ótimo!

Fim da CLT, perfeito! Férias, 13°, FGTS, PIS, é coisa de comunista, o povo da direita não precisa disso!

Universidade Pública paga? Isso mesmo! Quem pagou escola a vida toda pode pagar a faculdade, é só adiar a compra do carro novo ou aquela viagem!

Fim dos Programas Sociais, merecido: os favorecidos por eles não defenderam nem os programas e muito menos quem os implantou, então danem-se!!

Privatizações, agora sou a favor, assim como os pedágios e telefonia mais cara do planeta, o brasileiro vai ver o que é combustível e energia caros quando privatizarem tudo!

Dólar baratinho e abertura econômica ? Maravilha!! Quando não sobrar mais indústrias e emprego, poderão passar o tempo caçando Pokémons!

Corrupção liberada, coisa linda! Quer coisa melhor que ser roubado e nem ficar sabendo ou porque a mídia abafou ou porque a justiça engavetou?

FICA, TEMER! 

Só assim pro Brasil entender em quem foi o golpe!


.

OGROS OLÍMPICOS: O "Brasileiro" mal-educado


Quem cresceu durante os anos 70, 80 e 90 lembra: a fama do "brasileiro" no exterior era de alguém mal-educado, falador, gritalhão, cheio de querer levar vantagem em tudo, desonesto, e por aí vai.

Eu vivia escutando aquelas piadas nas quais, no final, o brasileiro ou pisava na grama onde era proibido, ou entrava pra nadar onde era proibido. A imagem ( e a auto-imagem ) do "brasileiro" era das piores, a ponto de escolherem o Ayrton Senna como o "brasileiro respeitado lá fora".

Mas tinha uma pegadinha.

Quando o FHC ou alguém da imprensa falou que, com o Real, até a empregada doméstica finalmente viajou pela primeira vez pro exterior.

Ou seja, A PARTIR DALI, pobre passou a ir pro exterior.

Eia! Sus!

Mas pera lá!

Se "o brasileiro" era motivo de vergonha nos estrangeiro, e só a partir dos anos 90 os pobres começaram - era o que se dizia - a ter a possibilidade de ir pro exterior, quem raios era o tal "brasileiro" que era nosso tal motivo de vergonha?

A resposta é óbvia e econômica: apenas quem tinha dinheiro para fazer isso, oras.

Então, até o Zé do Pé Sujo, que nunca tinha pego avião nem pra ir visitar os pais noutro Estado, estava sendo responsabilizado - durante décadas - pela má-educação e outras qualidades negatvas e vergonhosas de seus conterrâneos que tinham recursos para nos fazer passar vergonha lá junto aos gringos?

Sim, Exatamente isso.

É aquilo que chamam "o todo pela parte".

Pra piorar, era justamente a parte com recursos financeiros, a parte que viajava e que formava a imagem negativa do país lá fora, é que ficava aqui dentro reclamando de como "o brasileiro" era malvisto no outros países. E contando as piadas de "brasileiro" mal-educado a que me referi.

Ou seja, o papagaio com grana comia o milho e o periquito Zé do Pé Sujo levava a fama, e o porra do papagaio com grana reclamava do periquito!

E quem será que está nos estádios olimpicos agora vaiando ( com ou sem razão ) Deus e o mundo?

O "brasileiro", claro.

Não mudou nada nessa merda de Bananestown.

.

O que está sob ataque não é um mandato, mas a democracia

Numa sociedade de classes, a democracia é um pacto sutil que depende de regras bem estritas porque, na essência, o poder real é da classe dominante.

Quando uma casta burocrática - bacharéis ignorantes e verborreicos, militares boçais e picaretas avulsos - resolve apossar-se da palavra, não há como fingir que a democracia sobrevive.

O que o Jânio está dizendo é o que o rei está nu.


Em nome da democracia

Por JANIO DE FREITAS

"Isso é democracia". Não é, não. Um dos componentes essenciais e inflexíveis da democracia é o respeito às regras que a instituem. As regras existem no Brasil, precisas e claras na Constituição, mas o respeito é negado onde e por quem mais deveria fortalecê-las. O que está sob ataque não é mandato algum, são as regras da democracia e, portanto, a própria democracia que se vinha construindo.

Não há disfarce capaz de encobrir o propósito difundido por falsos democratas instalados no Congresso e em meios de comunicação: reverter a decisão eleitoral para a Presidência sem respeitar as exigências e regras para tanto fixadas pela Constituição e pela democracia. Há mais de nove meses, a cada dia surge novo pretexto em busca de uma brecha – no Congresso, em um dos diferentes tribunais, nas ruas – na qual enfim prospere o intuito de derrubar o resultado eleitoral.

O regime democrático é tratado na Constituição como "cláusula pétrea", que se pretende com solidez granítica. O que não significa ser impossível transgredi-lo. Mas significa que quem o faça ou tente fazê-lo comete crime. E quem o comete criminoso é de fato, haja ou não a condenação que assim o defina. Tal é a condição que muitos ostentam e outros tantos elaboram para si.

A pregação de parlamentares identificáveis como um núcleo de agitação e provocação atenta contra a democracia. A excitação de hostilidades que esses parlamentares propagam pelo país é indução de animosidade antidemocrática –sem que isso suscite reação alguma, o que é, por si mesmo, indício da precária condição da democracia e da Constituição.

O que se passa hoje na Câmara, como método e objetivos da atividade, não é próprio de Congresso de regime democrático. Em muitos sentidos, restaura a Câmara controlada e subserviente da ditadura. Em outros aspectos, assume presunções autoritárias, de típico teor antidemocrático, ao ameaçar até aprovações do Senado de punitivas suspensões da sua tramitação.

Afinal, um dos focos da corrupção é arrombado. Os procuradores e juízes do caso receberam tarefa de importância extraordinária. Mas não é garantido que estejam plenamente respeitados nessa tarefa os limites das regras democráticas. À parte condutas funcionais que não cabe considerar neste sobrevoo do momento do país, é notória no grupo, e dele difundida, uma incitação a ânimos não condizentes com investigações e justiça na democracia. Pôr-se como salvadores da pátria, a partir dos quais "o Brasil agora será outro", não é só um equívoco da ingenuidade. É uma ameaça, senão já algumas práticas, de poderes e atitudes exacerbados que fogem às regras.

Um exemplo que recebeu tolerância incompatível com sua importância: difundir informações inverídicas e sensacionalistas à imprensa, e ao país, "para estimular mais informantes" – como feito e dito por um procurador –, não é ético nem democrático. É autopermissão abusiva. E incitação a ânimos públicos que já recebem das realidades circundantes o bastante para serem exaltados.

O espírito antidemocrático não é alheio nem ao Supremo Tribunal Federal. É nele que um juiz pode impedir a conclusão de um julgamento tão significativo como o financiamento das eleições dos governantes e congressistas. Ou seja, dos que determinam os destinos do país e de seus mais de 200 milhões habitantes. Se alguém achar que é deboche, não vale a pena contestar. Mas convém lembrar que é uma evidência perfeita da prepotência primária, apenas ilusoriamente culta, que sobreviveu muito bem à ruína do seu sistema escravocrata.

Movimentos de ocupações urbanas e rurais são acusados de violar a democracia. É engano. Ilegais, sim, mas não são democráticos nem antidemocráticos. Sequer estão incluídos na democracia, desprovidos que são, todos os padecentes de grandes desigualdades econômicas sociais, de meios democráticos para obter os direitos que a Constituição lhes destina.

E os jornais, a TV, as revistas, o rádio – na verdade, os jornalistas que os fazem – nesse país que concebe a democracia como uma bola, tanto a ser chutada sempre, como a oferecer grandes e efêmeras euforias? Agradeço à sogra de um jogador de futebol, Rosangela Lyra, que me dispensa de alguns desagrados. Disse ela, à Folha, das pequenas e iradas manifestações que organiza pela derrubada do resultado da eleição presidencial: "As redes sociais amplificam e a mídia quintuplica". Entregou. Delação de dar inveja aos gatunos da Petrobras.

"Isso é democracia" como slogan de antidemocracia só indica que o Brasil ainda não é ou já não é democracia.


.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

STF confirma golpe de estado contra Dilma



STF ACERTA E SEM QUERER CONFIRMA O GOLPE DE ESTADO

Há uma semana o STF decidiu, de forma absolutamente correta, que um candidato a prefeito não pode ter a sua candidatura de reeleição impugnada em função de uma reprovação nas contas governamentais feita por um Tribunal de Contas (TCE).

É uma decisão absolutamente correta pois a Constituição é nítida e cristalina: um parecer de Tribunal de Contas (seja ele municipal, estadual ou da União) é meramente opinativo. Quem tem a competência para aprovar ou reprovar as contas de um prefeito, governador ou presidente é o Poder Legislativo (no caso do prefeito, a Câmara de Vereadores).

A situação é a seguinte: um prefeito 'A' teve as contas do exercício de 2015 rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Este prefeito não pode ter a sua candidatura de reeleição impugnada em função disso e somente vale o parecer do TCE se a Câmara de Vereadores o confirmar (pode confirmar ou rejeitar o parecer).

Expliquei tudo isso para chegar agora ao que penso ser fundamental:

O golpe de estado em curso baseia os seus discricionários atos em alguns decretos e no Plano Safra. Ambos os fatos aconteceram em 2015. O TCU sequer apresentou um parecer aprovando ou rejeitando as contas de Dilma em 2015!

E mesmo que tivesse apresentado um parecer pela rejeição das contas de 2015, somente e tão somente o Congresso Nacional, em sessão conjunta e depois de análise pela Comissão Mista de Orçamento (como determina a Constituição), é que tem o poder de aprovar ou não o parecer do TCU.

Dilma está sendo cassada por algo sobre o qual não há sequer um parecer do TCU. E mesmo se tivesse, este parecer só teria validade após análise e deliberação do Congresso Nacional.

Como é possível que o STF, corretamente, diga que um prefeito tem todo o direito do mundo de se candidatar, mesmo se o Tribunal de Contas rejeitar as suas contas governamentais (só o Legislativo é que aprova ou desaprova contas), e que ao mesmo tempo permita que uma presidenta da república seja apeada do poder sem que sequer haja apreciação das contas de 2015 pelo TCU?

A decisão do STF, do dia 10 de agosto último, é exemplar no caso dos prefeitos. Cumpre magistralmente o que está escrito na Carta Magna. E confirma, indesmentivelmente, que Dilma está sofrendo um golpe de estado (com a anuência covarde do mesmo STF).

Vejam bem: um prefeito pode se candidatar e não se pode falar em inelegibilidade do mesmo sem que a Câmara de Vereadores analise um parecer do Tribunal de Contas (o parecer, por si só, não quer dizer nada).

Com Dilma estão dando um golpe em plena luz do dia, sendo que sequer existe decisão do TCU sobre as contas de 2015. E mesmo se tivesse, somente o Congresso Nacional é que poderia aceitar ou rejeitar este parecer do TCU!

É inacreditável. O STF acerta com os prefeitos e, sem querer, confirma que Dilma está mesmo sofrendo um torpe golpe de estado.

DIOGO COSTA, no Facebook

.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Quem tem medo de Cunha?, por Jasson de Oliveira Andrade




No ano passado, escrevi que a Câmara Federal dificilmente cassaria o então presidente Eduardo Cunha. Caso isto ocorresse seria pela Justiça, na qual é réu. Posteriormente, ele viu-se obrigado a renunciar a presidência. E a cassação? Esta está muito difícil, como previ há mais de um ano. É o que vamos ver.

O novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou a cassação de Cunha para 12 de setembro. Essa decisão causou estranheza. Kennedy Alencar, em seu Blog (11/8/2016) fez essa surpreendente revelação, no texto “Governo [Temer] e Câmara tentam salvar Cunha”: “Marcar a votação da cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para uma segunda-feira, dia 12 de setembro, no meio das eleições municipais, é uma clara articulação para facilitar a vida do ex-presidente da Câmara. (...) Será um escândalo realizar essa votação num dia de baixa presença no Congresso Nacional. Como são necessários 257 votos dos 513 deputados para que Cunha seja cassado, essa data é um presente para o peemedebista e um tapa na cara da sociedade diante da quantidade de acusações graves que pesam contra ele. (...) Mais: mostra que o governo [Temer] e boa parcela da Câmara TEMEM SEGREDOS que Cunha possa tornar públicos. Aprovar o impeachment de Dilma e dar a Cunha a chance de escapar confirma o uso de dois pesos e duas medidas e reforça a tese de UM GOLPE PARLAMENTAR CONTRA A PETISTA. (...) É inusual marcar a votação para uma segunda-feira, porque cassações são geralmente votadas às quartas, dia de maior quórum no Congresso. Aliás, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está quebrando uma promessa de votar a cassação num dia de presença alta no plenário, a fim de evitar que seja responsabilizado por eventual salvação de Cunha. Maia mudou o discurso PRESSIONADO PELO GOVERNO, QUE NÃO ASSUME ISSO PUBLICAMENTE, e por líderes partidários comprometidos com os segredos que dividem com o ex-presidente da Câmara. (...) Marcar a votação da cassação para depois do impeachment de Dilma permitirá o discurso de que seria melhor deixa-lo responder às acusações da Lava Jato com o mandato de deputado federal a fim de não criar tumulto na economia. Deixar Cunha como um problema apenas do Supremo Tribunal Federal é uma covardia da Câmara dos Deputados”. Sobre a data marcada (segunda-feira), o senador Roberto Requião (PR-PR) disse: “Que sem-vergonha esta data! Espero que Cunha detone esta gente."

Depois dessa decisão do governo e de Maia, perguntamos: por que esse medo de Cunha? Quais os segredos que ele possui? Essa decisão não mostra que o governo Temer tem o rabo preso com Cunha? Não é uma confissão? Perguntar não ofende! Como costuma dizer Boris Casoy: É UMA VERGONHA!

Outra decisão que deixou o governo Temer mal. Ele, presidente interino, extinguiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário e agora voltou atrás e vai recria-lo. O Estadão (12/8) assim noticiou esse novo recuo: “O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou ontem [11/8] que o governo vai recriar em setembro, após a conclusão do processo de impeachment (sic) da presidente afastada Dilma Rousseff, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que havia sido transformado em secretaria. É a segunda vez que o presidente em exercício Michel Temer recua (sic) e retoma uma pasta extinta.”. Segundo o Estadão, “o retorno do MDA é um gesto do Palácio do Planalto ao Solidariedade, partido do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força”, que foi um fanático defensor do Impeachment, faz parte do “Centrão” e é réu no Supremo. Para mim, isto é fisiologismo. Mais uma vez repito Boris Casoy: É UMA VERGONHA!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

.

Temer presta homenagens ao 'maior mafioso da história da Fifa'

Acusado pelo comitê de ética da Fifa de desvios milionários e de fraude pela Justiça da Suíça, João Havelange ainda possui admiradores, entre eles, Michel Temer; cartola morreu hoje aos 100 anos

São Paulo – Morreu hoje (16), aos 100 anos, um dos políticos mais controversos da história do futebol mundial João Havelange. Íntimo da ditadura civil militar (1964-1985), o carioca, filho de belgas, possui uma extensa lista de envolvimentos em escândalos. “O maior mafioso da história da Fifa”, como definiu o jornalista escocês Andrew Jennings, que dedicou parte de sua carreira a investigar a entidade maior do esporte.

Entretanto, Havelange ainda possui admiradores. Entre eles, o presidente interino, Michel Temer (PMDB). Na contramão de todas as denúncias, inclusive do próprio comitê de ética da Fifa, que o acusou de receber dezenas de milhões de dólares em suborno, Temer homenageou o cartola através de redes sociais. “O esporte mundial perdeu hoje um de seus mais expressivos líderes”, disse o interino sobre o colega político. A Justiça da Suíça também provou, em 2012, esquemas de fraudes comandados pelo cartola. Sem saída, Havelange deixou de atuar no futebol já no ano seguinte.

“João Havelange se dedicou com afinco ao desenvolvimento do esporte e, principalmente, do nosso futebol”, continuou Temer. De fato, o cartola esteve à frente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD, que reunia federações de outros 23 esportes além do futebol) de 1957 à 1974 – a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), tal como é conhecida hoje, foi criada em 1979. No período, Havelange dirigiu o esporte no país como um “general”, de acordo com seu biógrafo, o jornalista Ernesto Rodrigues. Após o golpe de 1964, utilizou sistematicamente a seleção brasileira como propaganda do regime.

E foi nesta época de ouro que o cartola ganhou prestígio para alçar à Fifa, que passou a presidir em 1974. De acordo com investigação do jornalista inglês David Yallop, publicada no livro Como Eles Roubaram o Jogo, Havelange financiou sua campanha para a presidência da entidade com dinheiro desviado da CDB. As denúncias de Yallop vão além, e apontam que o brasileiro como responsável por vender armas para a ditadura boliviana de Hugo Banzer (1971-1978), com dinheiro que tomou emprestado do Banco do Brasil.

Ao deixar o cargo, Havelange reafirmou sua força política elegendo seu assessor, Joseph Blatter, em 1998. Segundo Jennings, Blatter manteve a organização “mafiosa” funcionando na Fifa. Entretanto, a relação entre eles ficou estremecida. Neste ano, o pupilo não compareceu à festa de centenário de seu mentor. A razão seria o medo de ser preso, com as proporções que o escândalo de corrupção na Fifa tomou após as denúncias dos jornalistas citados.

Como legado para o futebol brasileiro, o cartola admirado por Temer deixou ainda o seu genro, Ricardo Teixeira. À frente da CBF de 1989 até 2012, Teixeira não ficou de fora dos esquemas de Havelange. De acordo com a imprensa britânica, o ex-presidente da CBF recebeu propinas da empresa de marketing ISL em troca de contratos de transmissão de torneios mundiais. Denúncias apontam para mais de US$ 100 milhões envolvidos apenas neste caso de corrupção.

A demonstração de afeto do Temer entra em choque com palavras do próprio cartola. “Hoje em dia todo mundo é filho da puta. E todo mundo, no fundo, gostaria de sentar na cadeira da Fifa”, definiu o próprio Havelange, em entrevista para Ernesto Rodrigues, divulgada no documentário Conversas com JH (2014).


.

Chanceler ilegítimo Serra e FHC tentaram fazer no Mercosul o que fizeram no Brasil: comprar votos


O jornal El País, do Uruguai, traz reportagem nesta terça (16) denunciando que o ministro interino das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, tentou comprar o voto do país vizinho no Mercosul para suspender a presidência da Venezuela no bloco.

“Chanceler do Uruguay acusa Serra de tentar comprar o voto do país contra Venezuela. Vergonha!”, reprovou pelo Twitter o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que é presidente da representação brasileira no Parlasul — o parlamento do Mercosul.

O jornal obteve notas taquigráficas de deputados que apontam a acusação de tentativa de suborno do tucano ao chanceler uruguaio Rodolfo Nin Novoa.

Em troca, o chanceler [ ILEGÍTIMO ] brasileiro propunha levar o Uruguai isoladamente em tratativas de acordos comerciais do Brasil na África e no Irã.

“Nós não gostamos muito que o chanceler (José) Serra veio ao Uruguai para nos dizer – disse em público, é por isso que lhes digo – que veio com a alegação de que a transferência [da presidência do Mercosul] deve ser suspensa e que, além disso, se fosse suspensa, nos levariam em suas negociações com outros países, como querendo comprar o voto do Uruguai”, reprovou o chanceler uruguaio.

Serra viajou ao Uruguai com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com a missão de afastar a Venezuela da presidência do Mercosul.

Nin Novoa voltou a declarar, no encontro com os deputados, que o Uruguai entende que a “Venezuela é o legítimo ocupante da presidência pro tempore e, por isso, quando convocar uma reunião, o governo uruguaio comparecerá”. “O Uruguai vai estar presente [nos encontros do Mercosul]. Se os outros não vão, será uma responsabilidade deles”, completou. Paraguai e Argentina estão do lado do governo Temer contra a Venezuela.

Na prática, FHC e Serra tentaram fazer sem sucesso o que já fizeram com triunfo em 1998 durante a compra de votos para aprovar a reeleição no Congresso.


.

Sérgio Moro vira piada. Bom para o Brasil.



A última etapa da respeitabilidade de um juiz é quando ele se transforma em piada.

Foi o que aconteceu, merecidamente, com Sérgio Moro.

Neste final de semana, Zé Simão postou nas redes sociais uma frase que viralizou. Moro contratou Bolt para pegar Lula e Rubinho para pegar a mulher do Cunha.

Os historiadores do futuro poderão usar a tirada de Simão no capítulo em que tratarem de Moro e da Lava Jato.

É, numa palavra, uma vergonha a conduta de Sérgio Moro.

Ele age como se os brasileiros fôssemos idiotas. É como os juízes de futebol que cometiam barbaridades antes que chegasse a televisão para fiscalizá-los.

Todos conhecem a grande máxima política. Você enganar algumas pessoas algum tempo, mas não todo mundo o tempo todo.

Eis Moro.

Tinha que virar piada algum momento.

A má vontade abjeta com que ele trata a delação da Odebrecht é um escândalo. A única explicação é que nela você encontra Serra, Aécio et caterva.

E é um escárnio ele dizer que não consegue achar o endereço de Claudia Cruz. Até Rubinho já teria encontrado faz tempo.

Era mais honesto dizer: “Não encontro porque não quero, senhoras e senhores.” Ou então: “Não encontro porque tenho medo de Eduardo Cunha”.

Claudia Cruz está em algum lugar remoto no planeta? Passou pela Suíça para sacar dinheiro de mais uma conta secreta, fez uma plástica e está se passando por uma turista escandinava na Rússia?

Não.

Com irritante regularidade, você a vê na companhia do infame marido em restaurantes de luxo em fotos de colunas sociais.

Tinha que virar piada. Moro tinha que virar piada.

É uma boa notícia para o Brasil.

.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Notícias das peripécias de Moro chegam na Itália. Resultado: também na Velha Bota ele virou piada, informam jornalistas


E agora Moro, o deus da imparcialidade, a divindade de barro idolatrada por pessoas com parcos conhecimentos juridícos, o juiz que suspendeu a delação de empresário da Odebrecht quando ele provou que Serra recebeu 23 milhões em propinas, virou PIADA na ITÁLIA, segundo dois amigos meus, jornalistas de Roma.

O que era imoral, a perseguição a um único líder político, agora virou risível para magistrados italianos, quando Moro disse que não intimou a mulher de Cunha, contra quem há PROVAS de desvios de mais de 50 milhões, por não saber seu endereço!!!

Meu amigo italiano, um jornalista que acompanha o caso Lula na ONU, me disse hj:

- Lucia, esse juiz é indecente. Será que ele pensa que todos os brasileiros são idiotas como aqueles que o idolatram? Será que ele pensa que a ONU é composta por idiotas?

Senti apenas muita, muita vergonha.

Moro, o magistrado imoral que virou piada mundial.

Lucia Helena Issa, no Facebook

.

.

.

Força-tarefa internacional no encalço de Cláudia Cruz!



EXCLUSIVO

Para acabar de vez com as boatarias maldosas que dizem que ele está fazendo corpo mole para encontrar Claudia Cruz, o bravo e imparcial ( além de isento e apartidário ) juiz Sérgio Moro pretende formar uma força-tarefa de nível internacional, com renomados agentes estrangeiros da lei da ordem, que contarão com carta branca para vasculhar o país de Norte a Sul, sem descanso nem tréguas.

Entre os mais renomados agentes, encontram-se o famoso Maxwell Smart, do Controle; o renomeado Inspetor Clouseau; o experiente tenente Frank Drebin, entre outros. A força-tarefa também contará com o valioso reforço dos Keystone Cops.

Tomaram, paupudos? Agora vai!

;)

.

Para ajudar Sérgio Moro a cumprir sua obrigação, internautas publicam endereço de Claúdia Cruz com CEP e tudo



FONTE: @geacarlobc, no Twitter

Nota do blog: ironia suprema, a moça mora na rua "Sérgio Porto", o famoso Stanislaw Ponte Preta, criador do FEBEAPÁ, o Festival de Besteiras que Assolam o País. 

.

FALAR DELE É TABÚ Notícias ruins sobre José Serra são como vídeos no Snapchat: duram 24 horas


QUANDO ACORDEI NO domingo e vi a manchete “Serra recebeu R$23 milhões via caixa 2, diz Odebrecht” na capa da Folha, não acreditei. Li mais algumas vezes para me certificar. Denúncia contra o Serra na capa da Folha? Numa manchete com letras garrafais? Sim, não era uma miragem.

Passado o espanto, lembrei que notícias ruins sobre o Serra são como vídeos no Snapchat: duram 24 horas. Resolvi aguardar o desenrolar dos acontecimentos. Na segunda-feira, começo a desconfiar de que meu palpite estava correto: nada mais sobre Serra na Folha. Nenhum colunista indignado, nenhum aprofundamento sobre o assunto. Na terça, a mesma coisa. Na quarta, uma novidade: Elio Gaspari comenta o caso e a coluna ganha uma chamadinha de capa. Mas não se emocione. O nome de Serra, o principal personagem do texto, não aparece nela. O que vemos é apenas um genérico“PSDB paulista”. Detalhe: essa chamada está presente somente na edição nacional. Na edição para o estado de São Paulo, onde o PSDB reina há 22 anos, ela simplesmente não existiu. Talvez essa notícia não seja do interesse do povo bandeirante em ano de eleição.


Há muito o que se comentar sobre as diferenças das capas, mas não comecemos com trololó. Certamente se trata apenas de uma opção editorial.

É inegável que não há nem sombra daquele ímpeto investigativo que vemos contra outros políticos. Aquela volúpia fiscalizadora parece não incomodar nosso chanceler. Talvez não seja à toa, já que todo jornalista brasileiro já ouviu alguma história referente à influência de Serra sobre as redações do país. Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli que o digam.

Quando ministros são acusados por corrupção, uma enorme pressão se levanta contra eles. No próprio governo Temer, três ministros foram forçados a pedir demissão após citações na Lava Jato. Editoriais do Globo, por exemplo, pressionaram Temer pela demissão de Fabiano Silveira e Romero Jucá. Mas, quando o nome é José Serra, ninguém ousa pedir sua cabeça. O ministro continua firme e forte no cargo, sem nenhuma pressão, sem ninguém cogitar sua queda.

Outro caso que evaporou do noticiário foi o da funcionária fantasma contratada para o seu gabinete no Senado, Margrit Dutra Schmidt. Ela passava de manhã para pressionar sua digital no ponto eletrônico e voltava ao fim do expediente apenas para registrar mais um dia não trabalhado – porém, muito bem remunerado pelos cofres públicos. Nenhum dos funcionários do gabinete a conheciam. Quem a conhecia muito bem é Álvaro Dias (PV). Quando ainda estava no PSDB, o tucano a exonerou do gabinete da Lucia Vania (PSDB) pelo mesmo motivo: ela não aparecia para trabalhar. Sabe onde ela não trabalhou também? No gabinete do Arthur Virgílio (PSDB).

É bonito de ver a solidariedade dos tucanos com essa trabalhadora, ainda mais eles, que são tarados por cortes de gastos públicos. Mas por que o PSDB a paparicava tanto? Não se sabe, já que esta é uma notícia natimorta, sem aprofundamento, uma notícia fantasma. Mas vamos dar uma escarafunchada nela.

Mesmo sabendo do seu passado fantasmagórico em gabinetes tucanos, Serra pediu para que Álvaro a nomeasse para o seu, porque “desejava que ela se dedicasse a um projeto na área de educação (…) Ainda é um projeto sigiloso.Lançarei em breve. Queria alguém que me ajudasse em questões não econômicas. Conheço a Mag há muitos anos. Tenho relações pessoais e intelectuais”.

Questionado sobre onde Mag trabalhava nesse projeto educacional ultrassecreto, o ex-senador não soube dizer se era em casa ou no Senado. Quando lhe informaram que nenhum funcionário do gabinete a conhecia, subitamente retomou a memória: “Ela trabalha de casa. Meu gabinete tem pouco espaço, não tem sala para todo mundo.” Ou seja, Serra não sabia onde ela trabalhava, mas, no segundo seguinte, lembrou que o gabinete era tão apertado que nem fantasma cabia. O remendo só piorou a coisa, já que, pelo regimento interno do Senado, os funcionários são proibidos de trabalhar em casa.

Seria um escândalo para atormentar qualquer político, ainda mais um senador da República. Mas Serra não é qualquer político e nunca mais foi incomodado com o assunto.

Só que Mag também não é uma funcionária qualquer. Ex-mulher do lobista Fernando Lemos e irmã de Miriam Dutra – a ex-amante de FHC –, Margrit não ficou famosa apenas por ganhar sem trabalhar em gabinetes do PSDB. Além de ser uma empolgadíssima militante anti-petista nas redes sociais, a amiga de Serra enviava dinheiro para a irmã, que havia se mudado estrategicamente para Europa após engravidar – ou não – do ex-presidente. Segundo Noblat, Miriam “recebia uma mesada em dólar paga por FHC e dinheiro que sua irmã e o marido lhe enviavam regularmente”.

A catalã Carme Polo, uma das melhores amigas de Miriam Dutra, disse ao DCM que Serra “era o contato de Miriam com Fernando Henrique Cardoso”. A relação era tão próxima, que o ministro das relações exteriores chegou a ir para Barcelona para acompanhar uma reforma no apartamento da irmã de Mag.

Aqui não estamos falando apenas da vida pessoal, mas da evidente promiscuidade entre a coisa pública e a privada – um costume político brasileiro sempre muito criticado por Serra. Mas podemos nos fazer de inocentes e acreditar que todos esses empregos fantasmas que Mag conseguiu no ninho tucano não tinham nada de mais. Assim como acreditamos que a cocaína presente no helicóptero da família de um outro senador não tinha dono.

Agora voltemos para as propinas da Odebrecht. Breno Costa, repórter do The Intercept Brasil, escreveu matéria intitulada “José Serra propôs lei que beneficia empreiteiras com redução de impostos e punições”. A Folha teria todas as condições de fazer essa relação e aprofundar o assunto. Mas não, o jornal que já publicou uma ficha policial falsa de Dilma na capa não foi capaz de levantar essa lebre. Parece que a cota de notícia ruim sobre o Serra na semana já havia sido preenchida no domingo, não é mesmo?

O novo escândalo pode trazer de volta uma figura relegada ao ostracismo: Paulo Preto, o ex-diretor da Dersa responsável pela contratação das empreiteiras que comandaram grande obras quando Serra era governador de São Paulo. O mesmo Paulo Preto cuja filha advogava para essas mesmas empreiteiras e emprestava dinheiro para Aloysio Nunes (PSDB). O mesmo Paulo Preto que Serra, ao ser questionado na campanha presidencial de 2010, afirmou não conhecer quando Dilma trouxe seu nome para um debate: “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”. 

Irritado com a já famosa falta de memória de Serra, Paulo Preto fez uma afirmação – ou uma ameaça – que se tornaria clássica: “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”. Ainda sobre a falta de memória do ex-governador, declarou: “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem”.

Mesmo arranhada por tantos espinhos, a imagem de homem ilibado, competente, dotado de espírito público continua protegendo a figura de Serra. Nosso ministro é mesmo um fenômeno. Tanto que, ao ter seu nome ventilado para o ministério de Temer, Sardenberg chegou a elogiá-lo pelo – pasmem! –“rigor com as contas públicas”. A Mag que o diga!

Vamos aguardar o desenrolar dos fatos. Há muitos fantasmas no armário de Serra. Com as delações das empreiteiras prontas para sair do forno, será cada vez mais difícil manter a blindagem do nosso valoroso chanceler. Até agora, ninguém parece disposto a largá-lo ferido na estrada.

JOÃO FILHO, no The Intercept Brasil

.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe