domingo, 23 de abril de 2017

"Se tiver provas, destrua": Ataliba e o escândalo do esquema



Enquanto isso, no coffee break da empresa, os colaboradores conversam sobre os acontecimentos atuais:

- Você viu?

- É. Barbudo si fudeu.

- Lá no Uatzap tá todo mundo compartilhando as matérias.

- Viu a capa do Globo?

- Viu no Twitter do Dória? kkkkkk

- Dória manda bem!

- O cabeça chata se afundou de vez agora.

- Paraíba Lulladrão!

- Pensou que mandar destruir as provas ia funcionar.

- Mas o Moro acabou com a panca dele.

- E a conversa dos advogados?

- E a petralhada no Face e no tuister? "Se não tem prova..."

- Claro que não tem. Mandou destruir.

- Se fudeu aí.

- Lógico. A falta de provas É A PROVA.

Ataliba era o mais mordaz e animado naquela roda.

Nisso, entra o supervisor:

- Ataliba, vai na sala do Seu Nilo. Eles querem falar com você.

- Deve ser sobre o aumento que solicitei. Acho que reconheceram meu mérito.

- Vai lá, Ataliba!

( ... )

- Entre, Ataliba.

- Licença. Boa tarde, todos!

Até o gerente-geral estava presente. Ele só aparece quando o assunto é sério.

"Acho que além do aumento, vai rolar premiação e bônus...", pensa Ataliba.

- Ataliba, o que o traz aqui é o seguinte...

- Pois não, seu Nilo.

- Há meses estamos fazendo uma sindicância interna.

- Sério? Não sabia.

- Era sigilo, Ataliba.

- Então...?

- Então que descobrimos um grande esquema de desvios dentro da companhia.

- Hum...

- E foi aí que chegamos a...você.

- O QUÊ????!!!!

- Nós enquadramos todo o departamento B e eles contaram que era VOCÊ o cabeça do esquema. Que eles eram peixe pequeno e seguiam ordens suas.

- COMO ASSIM?? QUE ESQUEMA?? QUE CABEÇA???

- Disseram que você era o "chefão"...

- COMO? QUEM...? QUEM DISSE???

- Tem um lá que tá nos ajudando nisso. Ele tá contando tudo. O organograma. As contas secretas.

- Quem é esse cara?

- Não importa.

- Como "não importa"? Importa sim.

- A casa caiu, Ataliba. Dê uma ajuda a si mesmo. Conte tudo. A gente pode estudar uma forma de te ajudar.

- Que esquema? Não tem esquema nenhum.

- Acabou, Ataliba.

- Eu não posso me defender? Que justiça é essa?

- A Justiça agora é com eles lá. Com os tribunais.

- Mas... vão acreditar na palavra desse cara? Que provas ele tem contra mim?

- Ele previu que você diria isso. E contou que, sob sua orientação, todos deviam apagar os rastros e destruir as provas.

- Mas que maluquice é essa? Se não tem provas, como me implicam nesse tal esquema?

- A falta de provas é a PROVA da engenhosidade do plano.

- Você achou que tinha bolado o crime perfeito.

- Que crime? Cadê as provas.

- Você mandou destruir, Ataliba.

- Oras, eu vou embora daqui! Não vou ficar escutando isso.

Abriu a porta e havia quatro policiais o aguardando.

Hoje ele cumpre pena de quarenta anos num presídio barra-pesada.

Os outros integrantes do esquema pegaram penas leves. A empresa os ajudou e até reintegrou alguns deles.

Quem manda ser ladrão, Ataliba?

FIM

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"Queima de provas": uma farsa rídicula que só convenceria os idiotas ( que são muito e merecem ser bem representados na política e na mídia )



Saiba por que a armação da delação do Léo Pinheiros não deu certo.
1º Quando orientaram o Leo Pinheiros a falar que “destruiu provas” esqueceram que isso a rigor é crime.
2º Diante o réu confesso o Juiz não deu ordem de prisão.
3º Fica escancarada a combinação quando o Moro nada diz diante a grave confissão do interrogado.
4º Um juiz ISENTO e imparcial teria perguntado:
“E o Sr. Destruiu as provas?”
5º É aqui que fica cristalina a combinação de resultados porque se a resposta fosse afirmativa o Leo Pinheiros seria indiciado por destruição de provas.
Fosse negativa seria intimado a apresentar as provas que JAMAIS existiram.
Foi assim que o delator conseguiu reduzir a pena de 26 anos p/ apenas 3. em troca da menção do Lula. (Terrorismo Judicial)
VIA Alex Flores.


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sexta-feira, 21 de abril de 2017

A própria Justiça já reconheceu que triplex é da OAS




O advogado Cristiano Zanin Martins apresentou em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 19, em São Paulo (SP), a prova de que o Presidente Lula não é dono de triplex no Guarujá (SP).

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Surpreendente: “triplex” que não era de Lula não era de Lula

Durante meses, a imprensa golpista alimentou a propaganda de que Lula era o dono de um tríplex em Guarujá, cidade próxima à capital paulista. Falava-se que o apartamento do qual o ex-presidente seria o suposto proprietário era utilizado para lavagem de dinheiro, enquanto a imprensa trabalhava arduamente para associar a imagem de Lula, antes mesmo de qualquer investigação, à operação ilegal.

Apesar de todo o empenho golpista, a Justiça de São Paulo determinou o arquivamento das denúncias.

Nessa terça-feira (18), o Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que a denúncia contra Lula relativa ao Tríplex, por conter “alegações vagas” e uma série de erros, devia ser arquivada. Para a juíza responsável, Maria Priscilla Veiga Oliveira, a denúncia não individualiza a conduta de cada acusado, mas “apenas afirma, de modo superficial, aquilo que entende como fato gerador de crime”.

Os promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo haviam acusado Lula de ter se beneficiado da relação da OAS, recebendo um apartamento no Condomínio Solaris. Os promotores, há mais de um ano, insistiam na no envolvimento do ex-presidente num processo em que se relacionava o caso Bancoop com o tríplex no Guarujá.

E o tríplex que a imprensa tanto afirmou ser de Lula, no fim, não era de Lula. Acusações soltas do MP, repletas de convicção e rasas de provas, expressa que todo o esforço golpista não encontrou nenhuma prova contra “o político mais corrupto do mundo”. Isso demonstra que toda a engrenagem direitista quer Lula preso não por causa da corrupção, uma vez que não se encontram rastros dela, mas por objetivos políticos. Querem finalmente liquidar qualquer participação operária e progressista da luta política.


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ABUSO DE AUTORIDADE Requião demole argumentos contrários ao projeto


PONTO POR PONTO, REQUIÃO DESMANTELA ARGUMENTOS CONTRA PROJETO QUE PUNE ABUSO DE PODER

Na sessão desta quinta-feira (20), no plenário, o senador Roberto Requião explicou, artigo por artigo, o conteúdo do Projeto de Lei que pune os crimes de abuso de autoridade, classificando como “ignorantes ou mal-intencionados” os que se opõem ao texto que ele relata no Senado. 

Na abertura do seu discurso, o senador fez uma breve análise da crise brasileira hoje. Para Requião, “a saída é um choque de democracia”, com a convocação de eleições diretas para presidente e para o Congresso, plebiscito revogatório para que o povo opine sobre as reformas de Temer, a aprovação do fim do foro privilegiado e a adoção da Lei contra o abuso do poder.

TEXTO DO DISCURSO

Inúmeras têm sido as críticas feitas ao substitutivo que apresentei aos projetos de lei que criminalizam o abuso de autoridade. Críticas que, no mais das vezes, por absoluto desconhecimento da matéria, procuram dar às propostas um caráter de instrumento de combate à operação Lava Jato.

Consoante se poderá observar depois de um mais aprofundado exame da matéria – como quero aqui expor – não é esse o fulcro do projeto nem muito menos terá ele efeitos sobre a operação Lava Jato, excetuada a correção de uma ilegalidade que tem sido repetidamente praticada.

O que ocorre é que o art. 218 do Código de Processo Penal prevê que “Se, regularmente intimada, a testemunha deixar de comparecer sem motivo justificado, o juiz poderá requisitar à autoridade policial a sua apresentação ou determinar seja conduzida por oficial de justiça, que poderá solicitar o auxílio da força pública.”

Objetivamente, o texto legal confere ao juiz o poder de condução coercitiva, se e somente se “regularmente intimada, a testemunha deixar de comparecer sem motivo justificado”.

É inadmissível que, sob o manto de investigar as inequívocas e patentes ilegalidades e os crimes verificados no âmbito da Lava Jato, possa um procurador ou um juiz ele próprio violar a lei processual penal, ferindo de morte o princípio do devido processo legal.

Não se combate ilegalidade com ilegalidade.

Combate-se com o Estado processando e punindo sob o mais estrito respeito ao devido processo penal.

Violar esse preceito é atitude que, inclusive, abre espaço para que, em instâncias superiores, decrete-se a ilegalidade da prova obtida na condução coercitiva, fazendo com que o processo possa ser anulado por vício de ilegalidade, procrastinando-se, assim, seu resultado, disso podendo resultar a tão almejada prescrição criminal.

Não defendo os erros de quem os cometeu; defendo a submissão de todos à lei – inclusive a lei processual – esteio e materialização do devido processo penal, como forma de se evitar a eternização do processo.

Mas esse é apenas um único dispositivo que, objetivamente, poderá afetar a operação Lava Jato.

E afeta POSITIVAMENTE, muito ao contrário do que se está divulgando, na medida em que evita a nulidade da prova e dá higidez à persecução penal.

Pobres ignorantes que pensam o oposto.

No mais, cumpre destacar que o projeto tem 46 artigos, entre os quais, somente esse pode afetar, nos moldes acima, a lava jato.

Quero destacar outros pontos do projeto são da mais alta relevância para a busca do pleno exercício da cidadania.

Os artigos primeiro e segundo descrevem quem é agente público passível de ser condenado por crimes previstos nessa lei, e excluem da criminalização as condutas decorrentes de divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas, desde que razoável e fundamentada.

A lei, como se vê, não se limita a magistrados e a promotores ou procuradores, mas atinge os Senadores, Deputados e Vereadores igualmente, bem como os servidores públicos civis e militares e pessoas a eles equiparadas.

O art. 3º dá ao cidadão ofendido e a seus sucessores o direito de propor ação penal privada, afastando a exclusividade do ministério público, o que simboliza um extraordinário avanço no processo democrático.

Do art. 9º ao 45 estão descritos 37 tipos penais, dos quais quero ressaltar a relevância de alguns para o exercício da cidadania.

Os arts. 9º e 11criminalizam a prisão ilegal. Que cidadão honesto apreciaria ser ilegalmente preso sem ter instrumentos para punir seus algozes?

No sentido oposto, a lei também considera crime o ato de juiz ou de delegado que, de forma ilegal, relaxar a prisão devida conforme a lei ou que substituir a prisão preventiva por medida cautelar diversa quando esta substituição não for cabível. Criminaliza, ainda, a concessão de liberdade provisória, quando manifestamente incabível, bem como o deferimento de liminar ou ordem de habeas corpus, quando, da mesma forma, for manifestamente incabível.

No mesmo sentido, o art. 10 criminaliza a decretação de condução coercitiva de testemunha ou investigado claramente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo.

Imaginemos, também, um cidadão de bem preso sem que a autoridade policial comunique a prisão ao juiz ou à família do preso. Tal conduta merece ser criminalizada, pois a Constituição garante do direito do preso à comunicação ao juiz e à família. Violar esse direito até hoje não tem configurado tipo penal.

Pensemos, agora, em uma autoridade que expõe às mídias televisivas o corpo vivo ou morto de um preso inocente. Quem aprovaria tal conduta? E o que dizer se essa autoridade exigir que o preso inocente produza prova contra si mesmo? É contra esse tipo de arbitrariedade que os arts. 13 e 14 se insurgem.

Vejamos, também, a situação de um padre, pastor ou psicólogo que seja obrigado, sob ameaça de prisão, a depor contra o membro de sua igreja ou seu cliente, violando segredo que conhece em razão de seu ofício? Essa é a conduta criminalizada no art. 15.

E que tal você ser preso ou interrogado por policial ou agente fazendário que não se identifica? Contra isso, propomos a criminalização de tal conduta no art. 16.

E se um preso não oferecer resistência à prisão – como ocorre com o cidadão de bem equivocadamente detido –, por que algemá-lo? Contra isso temos o art. 17.

O art. 18 criminaliza o interrogatório no período de sono do preso. Essa é uma forma de tortura que deve ser afastada de nossos muros.

E quem pode aprovar que uma autoridade impeça, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado? É justa essa medida? Para tanto criamos o art. 20.

E se você tivesse uma filha que fosse presa, arbitrariamente ou não, e fosse ela posta em uma cela junto a 30 homens? Você concordaria com esse procedimento?

Pois todos vimos o que ocorreu no Pará, que estarreceu a sociedade, porém essa mesma sociedade manteve-se inerte, pois ainda não havia a lei que se pretende criar com esse substitutivo, que criminalizaria a conduta das autoridades que cometeram aqueles atos. Contra isso, agora a sociedade vai dispor do art. 21.

E seu lar; você concorda que uma autoridade qualquer invada arbitrariamente em sua casa, sem autorização judicial? Agora, o art. 22 criminaliza tal conduta.

São mais outras inúmeras práticas que estão sendo aqui criminalizadas e sobre as quais a sociedade clama para que haja uma lei nesse sentido.

Entre elas, para não ser cansativo, registro a produção de falsa prova ou a prova por meios ilícitos contra o cidadão, não apenas pela polícia, mas por agentes fiscais, de vigilância sanitária, etc., condutas que agora serão criminalizadas pelos art.s 23 a 25.

Do mesmo modo, o flagrante fraudulento, a divulgação de gravações que exponham a intimidade das pessoas, a abertura de processo contra quem é manifestamente inocente, a demora na conclusão dos processos, especialmente contra idosos, a proibição ao investigado de saber o que existe contra ele, são condutas que, entre outras, passarão ao rol de crimes de abuso de autoridade.

Os que se julgam paladinos da justiça não terão como justificar que as práticas acima narradas de forma exemplificativa devam continuar sendo verificadas em nossa sociedade sem que sejam consideradas criminosas.

O projeto não criminaliza o uso da autoridade desde que praticado dentro dos limites da lei. Criminaliza SIM e SOMENTE o ABUSO DA AUTORIDADE de quem, investido do cargo público ou do mandato, se dá o direito de usar de forma abusiva e ilegal de suas prerrogativas.

Os que se insurgem contra esse projeto só podem ser classificados como IGNORANTES ou mal intencionados, desejosos de continuar com práticas imorais, ilegais e contrárias ao interesse social.

A menina posta em cadeia com diversos presos homens não tem nada a ver com Lava Jato. Nem outros tantos cidadãos de bem tratados de forma abusiva por servidores públicos de qualquer órgão, ou por Senadores, Deputados, Vereadores ou Promotores não têm nada a ver com a Lava Jato.

As vítimas esperam do Congresso uma resposta que já é tardia, pois posterior a tantas arbitrariedades que foram praticadas desde que Cabral invadiu o domicílio dos índios e mandou ensinar que a invasão recebeu o nome de descobrimento. Os abusos de autoridade começaram no ano de 1.500, não em 2014.

Mas muitos espalham mentiras ou focam apenas no artigo que condena a condução coercitiva, para pregar que esse projeto reprime a Lava Jato.

Espero que os mesmos que tanto divulgam as mentiras de que essa Lei vem atrapalhar a Lava Jato tenham a hombridade de divulgar, também, todos os fatos aqui expostos, para que a sociedade julgue se esse projeto vai de encontro ou a favor dos mais nobres ideais de justiça, cidadania e democracia.

O pior cego é o que não quer ver. 

Conheçam o projeto, pois disse o Mestre “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. E vos libertará, inclusive, da ignorância ou da má-fé dos que pregam contra ele.


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ABUSO DE AUTORIDADE E POLITICAGEM A militância de Dallagnol e sua turma desafia a lei


ABUSO DE AUTORIDADE - A MILITÂNCIA POLÍTICA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DESAFIA A LEI E O CONGRESSO NACIONAL.

Como se tratasse de um partido, em mais um ato descaradamente político - como já se tornou hábito nos últimos anos, no Brasil, sem contestação por parte da imprensa e de órgãos de controle - procuradores do Ministério Público tem produzido e divulgado vídeos - em defesa de seus próprios interesses - a propósito da Lei de Abuso de Autoridade em exame, neste momento, pelo Congresso Nacional.

Se membros do Ministério Público, aliás, parte de seus membros, que se arvoram em representar a classe, quando, graças a Deus, nem todos os procuradores - e juízes - brasileiros concordam com os absurdos que vêm acontecendo, quiser legislar, que renuncie à carreira e se lance candidato a deputado ou senador nas próximas eleições.

Afinal, já existe até um partido que adotou o símbolo de um certo movimento político que partiu, também, sem ser coibido, de membros do Ministério Público.

Nunca é demais lembrar que o MP foi criado não para fazer, mas para obedecer à Lei.

Quem legisla, neste país é o Congresso, que tem, com todos os seus defeitos, uma coisa chamada voto, que o legitima para isso, que o Ministério Público não tem.

A questão da nova Lei de Abuso de Autoridade é fundamental para o futuro do Legislativo e da Democracia Brasileira.

Com ela, se irá decidir não apenas os direitos dos cidadãos frente a um estado cada vez mais repressivo, arrogante autoritário, mas quem vai mandar no país daqui pra frente.

Em jogo está a autonomia - palavra tão em voga ultimamente para certos setores do aparato repressor do Estado - do Legislativo e da Política frente a uma plutocracia que acredita poder comandar a República.

Uma plutocracia que não é perfeita nem inocente, e que apresenta inúmeros problemas, começando por privilégios como altíssimos rendimentos, que ultrapassam, em muitos casos, dezenas de salários mínimos e em várias vezes o que recebe o Presidente da República.

Trata-se de um momento histórico e decisivo e de uma oportunidade única, que o Senado Federal não pode deixar passar de colocar as coisas, do ponto de vista institucional, em seu devido lugar.

Os legisladores não devem se deixar tolher nem intimidar pela massacrante campanha midiática - que não por acaso não se afrouxa nem por um instante justamente neste momento - nem por um suposto apoio da população ao que está ocorrendo no país, apoio que está minguando a olhos vistos, como se percebeu pelo fracasso das últimas manifestações convocadas para reforçar a pressão e a chantagem sobre os representantes eleitos, e a última do IBOPE, de hoje, que mostra Lula como o eventual candidato a presidente com maior potencial de votos.

Numericamente, cerca de menos de 1% de brasileiros que apoiaram mudanças na legislação destinadas a reforçar o poder de repressão do Estado, situados majoritariamente na classe média - a periferia e o campo tem mais o que fazer e com o que se preocupar - não representa, nem pode representar, a maioria da população brasileira.

Crescentes parcelas da opinião pública, embora manipuladas cotidianamente pela máquina midiática, desconfiam cada vez mais das intenções e consequencias de um "combate à corrupção" que está arrebentando com a economia, com os empregos, a engenharia e a soberania nacionais, destruindo o equilíbrio entre os poderes e colocando em risco o Estado de Direito e a própria democracia no Brasil.

O Congresso precisa mostrar se ainda tem um mínimo de hombridade e dignidade ou se vai passar para a História como uma legislatura acoelhada, que institucionalizará definitivamente o avanço de um Estado de Exceção, de fato, e a entrega e a rendição da sociedade brasileira - e do universo político - ao abuso de poder de uma plutocracia arrogante e vaidosa, que pretende mandar no país sem voto e sem mandato constitucional.

Todo poder emana - por meio das urnas e do título eleitoral - do povo, e em seu nome deve ser exercido, reza a Constituição Federal.

Que sabiamente proíbe - não dá para subjetivar nem relativizar a clara intenção por trás do texto - e isso deveria estar sendo lembrado a todo momento pelo Congresso Nacional - o exercício da atividade política por parte de juízes e de procuradores do Ministério Público que só estão faltando montar - diretamente - seus próprios partidos políticos, vestir uniformes - o preto, o marrom e o dourado tem feito sucesso ultimamente - costurar estandartes e bandeiras e começar a marchar a passo de ganso.




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ELE AINDA É "O CARA" Pesquisa mostra Lula como "o melhor presidente da história" para 50% dos brasileiros. FHC come poeira.


Mídia e Justiça atacam, mas Lula se fortalece no cenário político

O ex-presidente Lula ainda foi considerado o melhor presidente da história para 50% dos brasileiros, aponta pesquisa Vox Populi/CUT. Dilma Rousseff, José Sarney e Itamar Franco receberam 2% cada um

Por Redação – de São Paulo

Principal alvo da Operação Lava Jato e da mídia conservadora, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não para de subir no conceito dos eleitores brasileiros. Manchete negativa dos principais jornais e revistas da direita brasileira, neste fim de semana, Lula volta a liderar as aferições eleitorais.

O ex-presidente Lula ainda foi considerado o melhor presidente da história para 50% dos brasileiros, aponta pesquisa Vox Populi/CUT. O levantamento, divulgado na edição deste fim de semana da revista Carta Capital, mostra que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é citado por apenas 11% dos entrevistados quando questionados sobre o assunto.

Dilma Rousseff, José Sarney e Itamar Franco receberam 2% cada um, e Fernando Collor, 1%. Não sabem ou não responderam foram 17% e “nenhum” foi a resposta de 10%.

Lula lidera
O ex-presidente também continua com uma boa imagem diante dos eleitores. Lula é visto como “trabalhador” por 66% dos entrevistados e como “um líder e bom político” para 64%. Um terço do eleitorado o considera “honesto”, mas 57% responderam que ele “tem mais qualidades do que defeitos”

A pesquisa diz, ainda, que 66% acreditam que ele cometeu erros, “mas fez muito mais coisas certas pelo povo e pelo Brasil”.

Os dados divulgados nesta semana mostram Lula liderando em todos os cenários, e vencendo já em primeiro turno. O levantamento foi feito entre 6 e 10 de abril. Antes, portanto, da divulgação da ‘lista de Fachin’, com 2 mil pessoas. Atualmente, os investigados em inquéritos abertos com base nas delações da Odebrecht respondem a inquérito. A ação corre no Supremo Tribunal Federal (STF).


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quinta-feira, 20 de abril de 2017

VEJA: A vez de Aécio. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade



Em 2014, às vésperas das eleições, a revista Veja lançou um número, antecipadamente, com uma matéria de capa contra Dilma e Lula. O candidato Aécio mandou distribuir cópias dessa capa aos eleitores (Será que a Veja tinha publicado milhares dessa capa com essa finalidade?). Agora, na edição de 5 de abril , a Veja publicou como matéria de capa: “A Vez de Aécio – Ex-executivo da Odebrecht afirma que a empresa depositou propina (sic) para Aécio Neves numa conta em Nova York operada por sua irmã. Ele nega”. Desta vez, Aécio criticou, obviamente, a revista!

Para que os leitores possam analisar a matéria de capa da Veja, vamos transcrever seus principais trechos: “Chegou Nele”, reportagem escrita por Renato Onofre. Nela se publicou a foto de Aécio (uma página!), com essa legenda: “Tucano na Mira – Aécio Neves: um dos mais afetados na nova safra de revelações da Odebrecht”. Eis o que diz a reportagem: “O senador Aécio Neves é o terceiro grão-tucano a cair na teia de delações da Odebrecht – e em relação aos seus antecessores, José Serra e Geraldo Alckmin, é seguro dizer que sua situação é um pouco pior. E pode se complicar ainda mais. VEJA teve acesso com exclusividade (sic) ao conteúdo da delação do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, um dos 78 executivos da empreiteira a firmar acordo com a Justiça. Em seu depoimento, BJ, como é conhecido, afirmou que a construtora baiana fez depósitos para Aécio em conta sediada em Nova York operada por sua irmã e braço-direito, a jornalista Andrea Neves. (…) A denúncia de BJ é grave e atinge em cheio a imagem de um político que, até outro dia, firmava-se como a principal liderança da oposição ao governo do PT e, com o impeachment de Dilma, tornou-se figura expressiva, embora atuando nos bastidores, no governo de Michel Temer [Seu ex-vice como candidato à Presidência em 2014, Aloysio Nunes, do PSDB, foi nomeado ministro do Exterior de Temer! Outros dois tucanos também são ministros]. Por meio de sua assessoria, Aécio Neves classificou a acusação de “falsa e absurda”. E acrescentou: “Se confirmadas tais declarações – vazadas ilegalmente –, elas precisam necessariamente de comprovação, dada a gravidade de seu conteúdo”. O senador ainda reclama de que se trata de uma acusação da qual nem tem como se defender, já que vem desacompanhada de detalhes. Como o nome do banco ou número da conta. (…) Na delação, BJ falou da conta e dos repasses. Mas ainda precisa comprovar o que disse. Suas informações, no entanto, já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal, o que indica que os investigadores entenderam que precisam ser levadas a sério (sic). Do contrário, teriam sido desprezadas”. (…) Se BJ comprovar a denúncia em sua delação, a Lava-Jato terá disparado um petardo contra o senador tucano, que é um dos políticos mais citados (sic) nas denúncias da Odebrecht. Dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República pediu para abrir com base nas delações da empreiteira, seis se referem a Aécio”. A seguir, Veja analisa esses inquéritos, que não transcrevo por serem longos. O leitor poderá tomar conhecimento, lendo a reportagem, uma “bomba”! Tem ainda um texto, “Barafunda no Ninho”, no qual a revista revela as acusações contra três principais líderes tucanos, com uma foto deles juntos, com essa legenda: “Tucanos Em Foco – Alckmin, Aécio e Serra: na boca dos delatores”. Sem comentário!

EM TEMPO: Já estava escrito este artigo, quando o Estadão (12/4) noticiou que o relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, autorizou abertura de inquérito contra 98 pessoas. As investigações têm como base delações da Odebrecht. O mesmo jornal deu em manchete: “Tucano Aécio é alvo de cinco inquéritos”. Já a Folha, também em manchete, noticiou: “Aécio e Romeiro Jucá acumulam maior número de pedidos de investigação”. Estas notícias confirmam a reportagem da Veja. A revista fala em seis inquéritos. O sexto, tudo indica, foi posterior a essas delações da Odebrecht.

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Sérgio Moro, um psicopata de marca maior



Nervoso porque não consegue encontrar um fiapo de prova contra o ex e futuro presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o safardana Moro agora quer que o melhor presidente da história do Brasil compareça pessoalmente nos depoimentos das testemunhas de defesa arroladas nos processos.

Isso é coisa de um psicopata irremediável fantasiado de juiz.

O psicopata de Curitiba age assim por retaliação em função de que até agora quase uma centena de testemunhas de defesa e de acusação inocentaram Lula da denúncia frívola e vazia do MP a respeito do apartamento no Guarujá.

O verdugo psicopata está nervoso porque nem as testemunhas arroladas pelo Ministério Público corroboram as fantasias e aleivosias da acusação. Como retaliação quer a presença de Lula em todos os depoimentos das testemunhas daqui para a frente.

É óbvio e evidente que ao acusado basta contar com a presença de seus advogados nas audiências e oitivas das testemunhas. Menos, infelizmente, para o golpista das Araucárias.

O que o fascista da região agrícola quer é cercear a defesa de Lula e para tanto coloca entraves cada vez maiores no ato constitucional de convocar testemunhas.

Moro age como um psicopata frio e calculista. Mesmo perdendo ele faz questão de criar dificuldades por pura birra e implicância - além de intentar ilegalmente pelo cerceamento descarado da defesa.



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PARABÉNS PRA VOCÊS: Golpe faz um ano. Vamos cantar "Parabéns!" ( Fica, NÃO vai ter nem bolo! )


CARTÃO DE ANIVERSÁRIO DO GOLPE


CHEGOU A HORA DE CANTAR "PARABÉNS"!

PARABÉNS A VOCÊS
NESSA DATA QUE-RI-DA
A PANELA NO RABO
E A VIDA, FUDIDA!

É PATO É PATO É PATO

RA-TIM-BUM!

O-TÁ-RIOS!
O-TÁ-RIOS!
O-TÁ-RIOS!

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Desafio ao MBL: "Abram suas contas ao público e mostrem de onde vem seu dinheiro!"




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Publicitários e técnicos achavam que estariam garantidos com a queda da presidenta Dilma. Mal sabiam eles que assim como todo bom funcionário de um sistema liberal, tão logo foram úteis, seguem o mesmo caminho do papel higiênico... Hoje sem muito o que falar, MBL faz tímida propaganda do Dória e já sente o peso da decadência de sua credibilidade. 



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Peruona: "Voto em FHC e Serra porque prefiro eles roubando do que o Lula!"



Numa loja de antiguidades onde buscava por estátuas de Deuses antigos, aparecem duas peruas vestidas com casacos de peles pra comprar um lustre não dei das quantas. Uma delas fala: "você viu que o FHC e o Serra estão na lista dos delatados?". A outra respondeu: "pois é, sempre votei no PSDB e não imaginava que eles fossem tão corruptos assim". Aí ela replicou: "ah, mas eu vou continuar votando neles por que prefiro que FHC e Serra roubem do que o Lula". Ela olhou pra mim com um sorriso, meio que querendo ser agradável e perguntou: "não é mesmo?". Respondi: "não, minha senhora. Prefiro que o Lula roube. Que ele roube o que o que os bancos nos roubam do orçamento público e devolva esse dinheiro pra educação e saúde". A perua fez uma cara de susto como se ela nunca esperasse por isto. Só deu tempo dela pagar o tal do lustre e mandar o motorista colocar no carro. Indo embora o motorista falou baixinho pra mim: "#ForaTemer"!



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NÃO FOI PELAS PEDALADAS Na TV, Temer diz que Dilma caiu pelo PT não ter cedido às chantagens de Cunha



Golpe: Ao vivo, Temer confessa que Dilma caiu porque não cedeu à chantagem de Cunha

Em entrevista na Band, Temer disse com tranquilidade que Dilma Rousseff foi derrubada porque o PT não salvou o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), no Conselho de Ética da Casa. “Que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado nele naquele Comitê de Ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse”. Assista


O presidente Michel Temer, em entrevista ao vivo na noite deste sábado (15), evidenciou, mais uma vez, que não foram as pedaladas fiscais que levaram ao impeachment de Dilma, e sim outros motivos que configuram um golpe. O atual presidente, a jornalistas, confessou que a petista foi derrubada porque o PT não salvou o ex-deputado Eduardo Cunha, até então presidente da Câmara, no Conselho de Ética, e que por isso o processo de impeachment foi aberto.

“Que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado nele naquele Comitê de Ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse”, disse, com tranquilidade, o peemedebista.

Abaixo, a transcrição do trecho em que Temer faz a confissão.

"Em uma ocasião, ele [Eduardo Cunha] foi me procurar.

Ele me disse ‘vou arquivar todos os pedidos de impeachment da presidente, porque prometeram-me os três votos do PT no conselho de ética’. Eu disse que era muito bom, porque assim acabava com essa história de que ele estava na oposição. (…) naquele dia eu disse a ela [Dima] ‘presidente, pode ficar tranquila, o Eduardo Cunha me disse que vai arquivar todos os processos d impedimento’. Ela ficou muito contente e foi bem tranquila para a reunião.

No dia seguinte, eu vejo logo o noticiário dizendo que o presidente do PT e os três membros do partido se insurgiam contra aquela fala e votariam contra [Cunha no Conselho de Ética]. Mais tarde, ele me ligou e disse ‘tudo aquilo que eu disse, não vale, vou chamar a imprensa e vou dar início ao processo de impedimento.'

Que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado nele naquele comitê de ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse.

"E quando eu conto isso eu conto para revelar, primeiro, que ele não fez o impedimento por minha causa. E, segundo, que eu não militei para derrubar a presidente.”



NOTA DESTE BLOG: Não sei se pode-se chamar a fala de Temer de "confissão" ou "admissão". Oras, pesquisem no Google os termos Cunha, vingança, Dilma, impeachment e verão que já na época se falava em retaliação. Vejam as capas de alguns jornais da época:


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Cada vez mais, sinais de que a Odebrecht conspirou contra Dilma



A matéria, hoje, no Congresso em Foco, na qual o ex-diretor da Odebrecht João Nogueira diz que o empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo, fez ameaças a Dilma Rousseff para tentar frear as investigações da Operação Lava Jato, é mais um sinal de que há, entre a empresa e o PT uma relação de ódio, não de cumplicidade como se transmitiu à opinião pública.

Segundo o delator, Marcelo sinalizou que revelaria documentos sobre repasses ao caixa dois da campanha de 2014, na qual Dilma e Temer se reelegeram. “Ela cai, eu caio”, teria dito o empresário em mensagem de celular em poder dos investigadores.

Ora, Marcelo foi preso quase um ano antes da deposição de Dilma e, portanto, a mensagem é anterior á sua prisão, pois não poderia tê-la mandado desde o cárcere. A ordem do raciocínio, pois, é inversa: “eu caio, ela cai”.

Na versão do delator, o herdeiro da Odebrecht queria que Dilma interferisse no caso, induzindo o STF a afastar o caso de Sérgio Moro. E está claro que que se irritou com o fato de que ela não o fez. Ou seja, Dilma não tomou – e quem a conhece sabe que não o faria, qualquer iniciativa para obstruir a Justiça, mesmo que uma justiça caolha e autoritária como a que se faz na Lava Jato.

A pergunta – que as fartas contribuições aos adversários da ex-presidente (o interno, Temer, e o externo, Aécio) só fazem tornar mais instigante – é o quanto as delações, que vieram após a deposição de Dilma, contêm de vingança e de retaliação a quem, na visão deles, poderia ter travado o processo que os incriminou.

Outras indagações ocorrem – aliás, só não ocorrem, aparentemente, à mídia e aos procuradores e ao juiz Moro – se havia uma relação de promiscuidade financeira pesada, da ordem de, pelo menos, dezenas de milhões de dólares, é que não houvesse, para o mesmo fim, um canal de comunicação do Michel Temer.

A Odebrecht vai, cada vez mais, assemelhando -se a um papel de Cunha-2: formalmente, uma aliada; na prática, uma conspiradora que saiu tosquiada de todo este processo e, agora, dá seu abraço de afogado a seus desafetos.

Ou, no mínimo, se presta a boneco de ventríloquo, que articula, falsamente, aquilo que seus manipuladores querem que seja dito.


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VENEZUELA: Há 15 anos o povo nas ruas derrotou um Golpe de Estado



Diante do Golpe do Estado no Brasil nada mais pertinente do que relembrar um golpe de Estado de um dos nossos vizinhos latino americanos. Em 11 de abril de 2002, os Estados Unidos, juntamente com militares venezuelanos, deram um golpe no presidente Hugo Chavez.

O golpe imperialista na Venezuela fracassou devido à enorme mobilização popular que se seguiu, o que pode ser um exemplo para o Brasil que no momento vive um golpe em que a direita ataca duramente todos os direitos da população. O fracassado golpe na Venezuela completou 15 anos nessa semana e vale ser lembrado para que semelhanças com o golpe no Brasil sejam destacadas e que sirva de exemplo aos trabalhadores e a população brasileira como exemplo de resistência.

O golpe na Venezuela veio depois de três anos do governo Chavez, eleito massivamente pela população venezuelana em 1999, pela primeira vez. A oposição de direita aliada ao imperialismo norte-americano e à imprensa burguesa no país iniciou uma campanha para difamar Chavez, chamando-o de autoritário, comunista e, claro, corrupto. Uma das principais “discordâncias” da direita brasileira e estrangeira com a política de Chavez envolvia a empresa nacional de petróleo da Venezuela, PDVSA, que apesar de nacional atuava com particulares. Uma das primeiras medidas de Chavez foi mudar a direção da empresa. Isto foi suficiente para que a direita encampasse uma campanha contra o presidente.

Diante de uma insistente propaganda da imprensa burguesa venezuelana, Chavez era tido como impopular e corrupto. Manifestações da direita foram convocadas para pedir a saída do presidente. Nestas manifestações o que mais se via e ouvia eram, coincidentemente, batuques com panelas e os dizerem “volta pra Cuba”.

Para pressionar ainda mais o governo, a federação de Indústrias da Venezuela, Fedecâmaras, a FIESP venezuelana, convocou uma greve geral por meio do presidente, Pedro Carmona, um dos principais agentes do golpe. No dia 11 de abril de 2002 foi convocada com grande vigor pelos quatro canais da imprensa burguesa uma grande manifestação da direita no mesmo dia em que uma manifestação da esquerda acontecia em apoio a Chávez no palácio presidencial de Miraflores. Um dia antes o general do exército já havia declarado que as Forças Armadas entrariam em ação se necessário, pois Chavez não representava mais os interesses dos venezuelanos. O encontro entre as duas manifestações gerou confronto e a morte de 19 pessoas por meio da ação de atiradores de elite da ala dissidente do exército, contrária a Chávez.

O exército entrou em ação e cercou o palácio de Miraflores. Por meio de intensa ameaça a Chavez, dizendo que bombardearia o palácio caso não renunciasse, o presidente se entregou, mas não renunciou e foi levado preso. Imediatamente foi instituído um novo governo em que Pedro Carmona foi decretado o novo presidente de fachada para encobrir os militares. Entre suas primeiras medidas dissolveu o Parlamento (Assembléia Nacional), o Supremo Tribunal Federal (STF), o Conselho Nacional Eleitoral de todos os governadores, prefeitos e vereadores, destituiu o Procurador Geral, a Controladoria, o Ministério Público, todos os embaixadores, cônsules e vice-cônsules, as missões diplomáticas permanentes, e eliminou 48 leis. E por fim anulou a recente Constituição aprovada por referendo em 1998. Uma das medidas também foi retirar do ar o Canal 8, canal de televisão do governo Chavez, que noticiava o que não aparecia na imprensa golpista. Tanto a direita quanto a imprensa burguesa, com destaque para o Canal RCTV, a Rede Globo venezuelana, apoiaram incondicionalmente o golpe de Estado dando voz ao novo presidente que cinicamente declarava que todo o processo tinha sido absolutamente democrático e constitucional.

No dia seguinte a população venezuelana foi às ruas em Caracas e em dezenas cidades do País e foi duramente reprimida. Estes fatos não chegaram a ser veiculados pelos canais golpistas. Enquanto isso, Estados Unidos e Espanha reconheciam a legitimidade do novo presidente golpista, Pedro Carmona. E os demais países da América Latina e Europa não reconheciam o novo governo.

Não se deixando intimidar pela repressão, a população foi em massa ao palácio Miraflores pedir a volta de Chavez. Centenas de milhares de venezuelanos gritavam “Volta Chávez” em frente ao palácio. A pressão popular fez com que a Guarda Presidencial pró-Chávez que estava no palácio retomasse o prédio. Carmona e outros golpistas fugiram, mas alguns acabaram sendo presos pela guarda.

Enquanto a imprensa golpista venezuelana escondia este fato, os ex-ministros de Chavez e o vice-presidente retomavam o palácio e as rédeas da situação. Com a situação insustentável para os golpistas a ala do exército pró-Chavez retomou o comando e forçou que os demais voltassem a apoiar o presidente. Chavez que estava preso em uma ilha foi solto pelo exército e deu fim ao golpe que durou 47 horas.

A história desse golpe fracassado na Venezuela em 2002 é muito rica em detalhes e esta coluna não pode abarcar, mas recomendo aos interessados dois importantes documentários que podem enriquecer os fatos. Um deles é “Guerra contra a Democracia” feito por Christopher Martin e John Pilger em 2007 que trata dos vários golpes recentes dos Estados Unidos em países da América Latina, não somente a Venezuela. E o outro é o espetacular “A Revolução não será Televisonada” de 2003, dirigido pelos irlandeses Kim Bartley e Donnacha O’Briain que estavam na Venezuela em 2002, durante o golpe gravando um documentário sobre o Chávez, ou seja, eles tiveram o privilégio e a perspicácia de filmar todo o ocorrido em primeira mão. Ambos os filmes são facilmente encontrados na internet.

As semelhanças com o golpe no Brasil envolvendo as manifestações coxinhas, a campanha incessante da imprensa golpista, a interferência direta dos Estados Unidos e outros aspectos devem ser vistos para que a luta contra o golpe seja mais clara e mais convicta. Pois no nosso caso o golpe ainda não foi concluído e deve ser derrotado com o povo nas ruas.


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Lava Jato é um circo para entreter e enganar os brasileiros



VEJA POR QUE A LAVA JATO É UMA FARSA

A Operação liderada pelo juiz Sérgio Moro calcula que já recuperou R$ 4 bi, mas, somente numa canetada, o Itaú deixou de pagar R$ 25 bi de impostos.

Por essas e por outras é lícito afirmar que enquanto o magistrado distrai o público, o país segue sendo dilapidado e vendido na bacia das almas.

Voltemos à escandalosa questão do Itaú.

Na semana que passou, em meio à histeria das delações da Odebrecht, “passou batido” aos olhos da mídia e da opinião pública a anistia concedida ao Itaú, pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), em Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) na fusão com o Unibanco.

Ou seja, essa escandalosa tungada no contribuinte significa umas seis Lava Jatos somente em um único negócio. (Note o caro leitor que a distração funciona muito bem, enquanto os gângsteres retiram direitos, desempregam, quebram a indústria, elevam os juros e saqueiam a economia nacional).

Nunca é demais recordar que um dos conselheiros do Carf foi preso em 2016 justamente por cobrar propina para votar favoravelmente ao banco Itaú.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) jura que pretende recorrer da decisão.

Os números recuperados pela Lava Jato foram declinados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em uma reunião ministerial na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


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sábado, 15 de abril de 2017

Delações da Odebrecht: Confirmou-se o tsunami político. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade

No meu artigo “Vem aí um tsunami político”, escrevi: “A delação da Odebrecht é considerada um tsunami político, que irá atingir a quase todos partidos, menos os da esquerda (PSOL e outros)”. Foi o que realmente ocorreu. Com a autorização da abertura de inquéritos pelo relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, contra 98 pessoas, cuja lista foi divulgada em primeira mão pelo jornal Estado (12/4), repercutiu intensamente não só nos meios políticos como também na opinião pública.

Para se ter uma ideia do tsunami político, foram relacionados cinco ex-presidentes: Sarney, Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma. Três ex-candidatos à Presidência da República: José Serra, Alckmin e Aécio Neves. O governo Temer foi fortemente atingido: oito de seus ministros. O Estadão revelou: “Citado em 2 inquéritos, Temer não é investigado”: ele tem “imunidade temporária” (até 2019). Nem mesmo o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se salvaram! Em vista dessa situação Eliane Cantanhêde, em artigo no Estadão, comenta: “Com tantas e tão variadas “Genis” na “lista de Fachin”, é impossível o PSDB atirar pedras no PT, o PT atirar pedras no PSDB ou qualquer partido atirar qualquer coisa contra os outros. A lista atinge todo o mundo político, inclusive o PMDB do presidente Michel Temer e o coração do seu governo [oito ministros]”. Já Vera Magalhães, no mesmo jornal, afirma: “Temer – que só não será ele próprio indiciado por prerrogativa constitucional, como fica claro no despacho de Fachin – tem de afastar imediatamente (sic) todos os investigados e nomear para seu lugar pessoas que não estejam na Lava Jato”. Isto jamais acontecerá. O Estadão noticiou: “Presidente não afastará ninguém neste momento”! Deve se ressaltar que dois políticos da Região constam da Lista: Dr. Paulinho, ex-prefeito de Mogi Guaçu e o deputado estadual Barros Munhoz, que deram suas explicações à imprensa local.

O Estadão noticiou com destaque: “Tucano Aécio é alvo de cinco inquéritos – Fachin autorizou a abertura de inquérito contra 6 senadores do PSDB”. Entre eles, dois de São Paulo: José Serra e Aloysio Nunes. À respeito comenta professor Cláudio Gonçalves Couto, em análise no Estadão: “Destacam-se entre os indiciados membros ilustres da oposição, que obraram diligentemente pelo impeachment (sic): estão lá PSDB, DEM e PPS. O ex-candidato presidencial tucano Aécio Neves lidera o número de inquéritos, com cinco, postando-se ombro a ombro com um indefectível governista congênito, o peemedebista Romero Jucá. Mas não estão sozinhos: fazem-se acompanhar de políticos de todos os principais partidos e de quase todos os Estados da federação, evidenciando se tratar de um problema sistêmico que unifica aliados e adversários”. 

Após pedido de abertura de inquérito contra 8 ministros, Temer diz que “governo não pode parar”. Segundo Vera Rosa, no Estadão”: “O discurso do presidente Michel Temer para mostrar que não há paralisia da máquina administrativa não condiz com a tensão no Palácio do Planalto. Um dia após o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Edson Fachin, ter autorizado a abertura de inquéritos contra ministros, senadores, deputados e governadores, aliados de Temer avaliavam, nos bastidores, que o novo escândalo tem todos os ingredientes para contaminar as votações de interesse do Planalto”. Vera Rosa conclui seu texto com essa observação: “Ninguém no governo acha que Temer será DEPOSTO (destaque meu), como Dilma, mas há receio de que o desgaste continuado, com ministro sangrando em praça pública, desestabilize a gestão do PMDB”. Será? Na opinião de Kennedy Alencar existe uma tábua de salvação: “A avaliação do presidente é que o governo precisa se agarrar à agenda econômica para enfrentar o dano político [tsunami político] causado pela Lava Jato”. Conseguirá? A CONFERIR!

Para terminar, um fato que não foi comentado: a Odebrecht derramou dinheiro em vários países, principalmente na América do Sul. Nesses países, alguns dirigentes foram presos. Já comentei que até na Ditadura Militar a empresa era poderosa e tinha influência no Poder! Como explicar esse poderio todo? Merece um estudo mais aprofundado. Precisa-se estudar não só o presente como também o passado da Odebrecht. Como se explica tanto dinheiro para a corrupção? Isto também precisa ser investigado...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu




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Tá com medo da Coréia do Norte, zumbi otário?



Os EUA x a perigosa e cruel Coreia do Norte? Sėrio? Vc c jå se perguntou quantos paīses a Coreia do Norte bombardeou em toda a sua histöria e quantos paīses países foram invadidos e bombardeados pelos EUA com o falso e perigoso pretexto de estabelecer a" democracia" , causando a morte de milhões e milhoes de mulheres e crianças, desde a dėcada de 1950 atė o momento em que escrevo esse post?

EUA invadiram, bombardearam, mataram crianças e, em alguns casos, destruīram inteiramente uma nação em: 

- Guatemala 1954
- Indonesia 1958
- Cuba 1959-1960
- Guatemala 1960
- Belgian Congo 1964
- Guatemala 1964
- Peru 1965
- Laos 1964-1973
- Vietnã 1961-1973
- Cambodia 1969-1970
- Guatemala 1967-1969
- Libano 1982-1984
- Libia 1986
- El Salvador 1981-1992
- Nicaragua 1981-1990
- Iran 1987-1988
- Libia 1989
- Panamå 1989-1990
- Iraque 1991
- Kuwait 1991
- Somalia 1992-1994
- Bosnia 1995
- Irâ1998
- Afganistão, 1998
- Yugoslåvia 1999
- Afeghanistão, 2001
- Iraqye i2003 ( e sucessivas vezes depois disso) 
- Libia 2011
-Sīria 2017

Ah, e a Coreia do Norte? Invadiu um paīs, a Coreia do Sul. Oh, meu Deus, que medo da Coreia do Norte.


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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Globo: inimiga do Brasil e dos brasileiros





Em 22 pontos, Fernando Morais explica por que a Globo é inimiga do Brasil

1) O jornal O Globo apoiou a cassação do Partido Comunista Brasileiro, em 1947.

2) O Globo foi contra a criação da Petrobras.

3) O Globo participou do cerco a Getúlio, que levou o estadista ao suicídio.

4) O Globo deu sustentação à trama para impedir a posse de Jango, em 1961.

5) O Globo apoiou o golpe militar de 1964.

6) A Globo aplaudiu a caçada e o massacre dos opositores do regime militar.

7) A Globo escondeu a campanha por Diretas Já.

8) A Globo fraudou o debate entre Lula e Collor, em 1989.

9) A Globo sempre trabalhou contra a soberania nacional, defendendo a subserviência aos EUA e Europa.

10) A Globo é adversária histórica das políticas de valorização dos salários dos trabalhadores.

11) A Globo criminaliza os movimentos sociais, a pobreza e a atividade política.

12) A Globo liderou a farsa midiática-judicial do mensalão.

13) A Globo teve papel destacado na sabotagem e no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff.

14) A Globo apoia todas as atrocidades jurídicas cometidas pela operação Lava a Jato.

15) A Globo assassina reputações de adversários e protege corruptos aliados.

16) A Globo defendeu o congelamento dos gastos em saúde e educação por 20 anos.

17) A Globo apoiou a aprovação do projeto de terceirização irrestrita, o fim da CLT.

18) A Globo aprova a venda de ativos da Petrobrás e a entrega do pré-sal aos estrangeiros.

19) A Globo trabalha pela aprovação da reforma da Previdência, que fará com que os trabalhadores trabalhem até a morte.

20) A Globo se empenha também pela aprovação da reforma trabalhista, para liquidar de vez com todos os direitos trabalhistas.

21) A Globo quer o fim quer o fim do SUS e do ensino gratuito nas universidades públicas.

22) A Globo luta pelo desmonte do estado social e da Constituição cidadã de 1988…




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Na prisão, donos da Rede Globo receberão visita de senador


Requião: “Me comprometo a visitar donos da Globo quando presos”

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) se comprometeu nesta Sexta-Feira Santa, pelo Twitter, visitar os donos da Globo quando eles forem presos.

“Visitei José Dirceu no centro médico que mandei construir. Globo News noticiou. Me comprometo a visitar donos da Globo quando presos”, tuitou o senador nutrido pelo espírito da Páscoa.

Requião não engoliu a tentativa de a emissora desmoralizar o projeto relatado por ele, de abuso de autoridade, ao vincular a visita ao ex-ministro José Dirceu e ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Na semana passada, Requião acompanhou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) numa visita a Vaccari e Dirceu no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

O centro médico foi construído no governo Requião.


Quanto ao abuso de autoridade, o plenário do Senado deverá votar o PLS 280/2016 na próxima quarta-feira, dia 19 de abril.



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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Ataque americano à Síria foi uma encenação?


E se Trump não tivesse virado a casaca ?

As chancelarias e a imprensa garantem que o Presidente Trump mudou a sua política e traiu os seus eleitores ao aceitar a demissão do General Flynn, depois ao ter bombardeado Shairat. Thierry Meyssan, no entanto, destaca incoerências que sugerem o contrário : a agressão militar norte-americana contra a Síria poderá na realidade ser dirigida, em última análise, contra os aliados de Washington.

REDE VOLTAIRE | DAMASCO (SÍRIA) | 12 DE ABRIL DE 2017

Donald Trump, que fora eleito graças ao seu programa destinado a colocar um fim ao imperialismo e a prestar serviço aos interesses do seu povo, terá de repente mudado de campo, três meses apenas depois da sua chegada à Casa Branca?

Esta é a interpretação maioritária quanto ao bombardeio da base de Shairat, a 6 de Abril de 2017. A totalidade dos aliados dos Estados Unidos aprovou esta acção em nome de princípios humanitários. A totalidade dos aliados da Síria condenou-o em nome do Direito Internacional.

No entanto, aquando do debate no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o argumento de um ataque químico perpetrado por Damasco não foi apoiado pelo representante do Secretário-Geral. Pelo contrário, este sublinhou a impossibilidade nesta fase de se saber como este ataque teria ocorrido. A Bolívia colocou mesmo em dúvida a própria ocorrência deste ataque, que só é verificado pelos Capacetes Brancos, quer dizer um grupo da Alcaida que o MI6 enquadra para fins da sua propaganda. Além disso, todos os peritos militares sublinham que gás para fins militares deve ser disperso através de tiros de obus e nunca, jamais em absoluto, por bombardeamentos aéreos.

Seja como for, o ataque norte-americano contra a base de Shairat foi caracterizado pela sua aparente brutalidade: os 59 misseis BGM-109 Tomahawk tinham uma potência de fogo combinada quase duas vezes equivalente ao da bomba atómica largada em Hiroshima. Portanto, a agressão caracterizou-se também pela sua ineficácia: muito embora houvesse vítimas tentando extinguir os incêndios, os danos são tão pouco relevantes que a Base Aérea estava de novo em funcionamento no dia seguinte.

É forçoso constatar que ou a Marinha USA é um «tigre de papel», ou esta operação não foi senão uma encenação.

Neste caso, percebe-se melhor porque a defesa aérea russa não reagiu. O que implica que os mísseis anti-míssil S-400, cujo funcionamento é automático, tenham sido desactivados previamente.

Tudo se desenrolou como se a Casa Branca tivesse imaginado um ardil visando levar os seus aliados para uma guerra contra os utilizadores de armas químicas, isto é contra os jiadistas. Com efeito, até à data, de acordo com as Nações Unidas, os únicos casos documentados de uso destas armas na Síria e no Iraque foram-lhes atribuídos.

No decurso dos últimos três meses, os Estados Unidos romperam com a política do Republicano George Bush Jr. (que assinou a declaração de guerra da Syrian Accountability Act) e Barack Obama (que apoiou as «Primaveras Árabes», quer dizer a reedição da «Grande revolta árabe de 1916», organizada pelos Britânicos). No entanto, Donald Trump não tinha conseguido convencer os seus aliados, especialmente alemães, britânicos e franceses.

Saltando sobre o que parecia ser uma mudança radical da política dos EUA, Londres multiplicou as declarações contra a Síria, a Rússia e o Irão. O seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, cancelou a sua visita a Moscovo.

Excepto que : se Washington mudou de política, porque é que o Secretário de Estado Rex Tillerson confirmou, pelo contrário, a sua visita a Moscovo? E porque é que o Presidente Xi Jinping, que se encontrava de visita ao seu homólogo norte-americano durante o bombardeamento de Shairat, reagiu tão suavemente quando, ao mesmo tempo, o seu país usava o seu veto pela 6ª vez para proteger a Síria no Conselho de Segurança da ONU?

No meio deste unanimismo oratório e destas inconsistências factuais, o Conselheiro-adjunto do Presidente Trump, Sebastian Gorka, multiplica as mensagens a contra-senso.

Ele garante que a Casa Branca continua a considerar o Presidente al-Assad como legítimo e os jiadistas como o inimigo. Gorka é um amigo muito próximo do General Michael T. Flynn, o qual tinha concebido o plano de Trump contra os jiadistas em geral e o Daesh (EI) em particular.

Tradução
Fonte

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